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Krishna e o Desapego
{ 11:22 AM, 11 December 2009 }
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Uma das principais mensagens da Bhagavad-Gita é a renúncia pelo resultado das próprias ações. No sentido de que, quando vivemos e obramos para e por Deus, cabe à Ele o resultado das nossas ações. Sendo assim, nós amamos, nós servimos, nós trabalhamos pelo bem comum, mas os resultados dos nossos esforços não serão, de modo algum, para nos recompensar. É como o trabalhador que trabalhe dia e noite sem esperar que ao fim receba alguma coisa. Se ele vai receber é outra história, cabe apenas à Deus e ao bem comum. A recompensa, neste caso, seria tão somente o prazer do trabalho, o prazer de amar, de servir, de trabalhar pela felicidade do próximo e da coletividade. É o ápice da renúncia e do desinteresse pessoal. O ápica da caridade, portanto. Eu já li muitos textos ditos sagrados, mas jamais havia lido um que fosse tão dedicado à caridade. Nem o Evangelho, por mais incrível que possa parecer. A mensagem do Evangelho é o amor, mas ela é para nós, seres comuns. A Baghavad-Gita é para almas que estão um pouco acima dessa humanidade de um modo geral. Digo isso porque é muito, muito difícil no nosso estágio, viver *espiritualmente* como aconselha Krishna. Materialmente é relativamente fácil, tanto que há milhares de Sadhus (nunca mais escreverei esse nome sem um sorriso nos lábios) na Índia que vivem no total e absoluto desapego material. Até as roupas eles renunciam e vivem pelados em suas cavernas. Eu acho bem bizarro, mesmo porque só de ler uma vez que seja a Bhagavad-Gita, dá para perceber claramente que Krishna não se refere à renúncia material (ele mesmo não renunciava isso!), mas à renúncia espiritual, daquela em que nos doamos totalmente à Deus, esquecendo-se totalmente de nós, renunciando totalmente à recompensas pessoais, sejam da ordem que forem, inclusive com relação ao amor, ou seja, podemos amar sem esperar que sejamos amamos. Amor incondicional puro e essencial. { Postar um Comentário } { Última Página } { Página 18 de 122 } { Próxima Página } |
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