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Anjo Azul

Prece...

{ 02:32 PM, 7 July 2007 } { 3 comentários } { Link }

 

 

Jesus, irmão e Mestre...
 

Houve um tempo em que desejávamos servir-te, mas com o desejo oculto de sermos servidos por ti... De expressar tua palavra, mas anelando beneficiarmo-nos de tua influência, poder e majestade. Nesses tempos, exautavamos-te a grandeza nos momentos de júbilo e estalávamos em blasfêmias nas dificuldades menos amargas. Achávamos que servir-te era receber quaisquer benefícios do céu, como se amásses mais aos que diziam-se agir em teu nome, que aos demais... Ainda naquela época, não compreendiamos-te a mensagem redentora, o verbo ameno e acolhedor.

 

 

Alguns de nós pensamos que amar-te era deixar para trás nossa riqueza material e seguir-te, e, ainda assim, não raras vezes, buscávamos meios de conseguir riquezas ainda maiores... E de quanta lágrima, quanto engano precisamos para, lentanemte, perceber que, afinal, não te conhecíamos? Quantos irmãos mais levamos de roldão, na incúria dos nossos desejos, na inexatidão dos nossos raciocínios... E sentíamos que não te seguíamos, mas jamais nosso orgulho o admitiria. Poderíamos não entender os filósofos menores, mas, certamente, entenderíamos ao Cristo... E, nas trevas mais ardentes, nossa alma estorcegava, framia e estrurgia, em hasustos tremendos, o clangor da sua injustiça... E, ainda ali, achávamos saber de ti. De quanto, quanto tempo precisamos, de fato, para admitir o engano? Lustros? Séculos? Milênios, até... E agora, enfim, admitimos nossos erros e começamos a tentar entendê-lo da única forma possível: permitindo que sua voz soe na acústica do nosso coração. Mas como preparar nossa concha íntima para receber e traduzir semelhante trinado? Como pretender ouvir a voz sublime dos céus, sendo nós, assim, tão terrenos?

 

 

Teríamos nós, outra vez, olvidado nossas fraquezas e alçado-nos indevidamente a um reino de blandíceis e certezas que não nos pertencem? Seria nosso orgulho que nos faria ouvir tua voz nos momentos mais ásperos, e sentir sua mão a resgatar-nos dos abismos mais profundos em que nossa alma porventura se lançara? Estaríamos nós, outra vez, imersos em erros sob o pretesto de te amar? Intuiríamos nós a verdade, mas estávamos desesperados demais para admiti-lo e voltar a caminha às cegas? Oh, mestre.... A nossa alma há bem pouco tempo pôde te intuir, mas sempre soube que precisava de ti... Não por seres o único caminho possível para chegarmos até Deus, mas por teres o desejo sincero de o fazeres; não porque desde sempre compreendêssemos a sublimidade de seus ensinamentos, mas porque, desde as primeiras auroras, soubemos que a auto-suficiência para entregarmo-nos a este caminho sozinhos, exigiria muito mais tempo que se o percorrêssemos por tua mão... E, embora nosso espírito ainda não estivesse preparado para os sacrifícios e renúncias, sobretudo, de nossas antigas convicções e milenares vícios, buscavamos-te e e tentávamos compreendê-lo, ainda que, azorragados pelo orgulho, tentássemos moldar-te às nossas pessoais convenicências... Mas então, lenta, muito lentamente, começamos a te entender, e, não obstante o sofrimentos em que nos encontrássemos no preciso momento, foi de júbilo nossa expressão... Então, é isso, afinal? Encontramos a estrada, encontramos o condutor, e agora, preciso é apenas a coragem para seguir por ela... Mas, por onde, Mestre? Caminhas pelas águas, enquanto nós temos medo de lá entrar. Apavora-nos supor que a fé raciocinada tenha o limite do nosso entendimento e, de quando em vez, simplesmente nos entregarmo-nos em tuas mãos, como a criança pequenina e doente que se deixa conduzir pelos pais aos hospitais... Falta-nos o entendimento, Mestre... O amadurecimento, a força, a fé, a experiência... Sei que não precisamos pedir-te que não nos desampares, já que nos buscaste desde o princípio dos tempos. Ainda assim, Mestre, deixa-nos implorar-te-lho...

 

Deixa-nos suplicar-te que não nos abandones, que não acredites quando blasfemarmos e duvidarmos; que não leve a sério nossas birras e nossas intransigências, nossos medos e nossos senões... Ensina-nos a confiar em ti; aniquila nosso orgulho com a delicadeza com que a natureza liberta o casulo que prende a mais brilhante borboleta; envolve-nos a alma em teus eflúvios, e permite-nos compreendê-lo cada vez mais. Dá-nos forças para libertarmo-nos das peias que nós próprios nos infringimos, muita vez, por ignorância, ao longo dos tempos. Acolhe-nos em teu coração compassivo, esclarece-nos, educa-nos e dulcifica-nos, a fim de que, onde quer que estejamos, possamos ser testemunhas vivas do seu amor, da sua misericórida e da sua ação prática em nossa vida.

 

 

Que nossos lábios, que até bem pouco tempo só sabiam cantar e fruir as delícias da terra, sutilizem-se, a fim de perceber os prazeres da tua casa, e esmerem-se na habilidade de o transmitirem; que nossas mãos, entregues, até pouco tempo, ao imediatismo e a satisfação de nossos caprichos, possam, pouco a pouco, abrirem-se, em gesto de acariciar e socorrer nosso irmão, primeiro, o que estiver mais próximo, depois, lenta, mas irrevogavelmente, incluir todos que passarem por nós. Transforma nossos olhos, a fim de que deles se esvaia a malícia e as apressadas conclusões.... Ajuda-nos a mantermo-nos contigo, mesmo nos momentos mais doces e plenos, quando, aparentemente, tu não és necessário... Para que, aí, sim... Passemos a conseguir ter-te em sintonia nos momentos de provação e testemunho. Ajuda a todos que estão envolvidos no presente testemunho de amor. Dá-nos a serenidade para esperar e seguir confiando; a bondade para acolher aos que de nós necessitarem, mesmo que tenhamos feridas próprias... dá-nos a coragem de continuar seguindo-te e crendo em ti, de hoje até o fim dos tempos, porque, Mestre, tu sabes que, depois de ti, não temos outra saída possível. Fortalece-nos a vontade e o ânimo, para que, um dia, possamos trabalhar contigo e por ti, para o estabelecimento definitivo da nova era na Terra, com o menor número possível de irmãos impossibilitados de acompanhar esta realidade... 

 

Que assim seja.

 

 


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Comentário Sem Título

{ 08:06 PM, 8 July 2007 } { Comentário por Luna }
Oi miga linda,

te amo muito e tô com mt saudade!
fica com DEUS e obrigada por nao abandonar
o seu blog pq suas msgs me fazem tão bem

te aaaaaaaaaaaaaaaaamo!
bjs

Comentário Sem Título

{ 12:39 PM, 9 July 2007 } { Comentário por Luna }
Oi miga,
desculpa o desabafo mais uma vez
mas sabe, tô me sentindo tão só
sei lá
tô sem ânimo ate pra escrever
bjs
te amo viu?


Comentário Sem Título

{ 07:29 PM, 12 July 2007 } { Comentário por Luna }
Oi miga...

Como vc está?
comigo tá td blz.. rs
saudades de vc demais!

bjs te aaaaaaaaaaaaaaaaamo monte!

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