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Vicente Pires Alerta

SERVIÇOS PÚBLICOS EM VICENTE PIRES SÃO BEM VINDOS, MAS AS EMPRESAS EXECUTORAS NECESSITAM TER FOCO NA QUALIDADE

12:11 PM, 25/1/2012

1 comentários

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Exija seus direitos e construa um País melhor. Exerça sua cidadania!

Obras importantes acontecem na cidade, mas é preciso melhorar seus projetos, objetivando a boa aplicação do dinheiro do contribuinte

(*) Por Geraldo Oliveira, proprietário do Blog Vicente Pires Alerta

Prezados moradores, finalmente nosso Setor Habitacional está sendo enxergado pelo Governo do Distrito Federal no que diz respeito a obras públicas. É claro que elas ainda não são suficientes e várias partes da cidade carecem de serviços. Um exemplo dessa ausência é a Rua 4, do Bairro Vicente Pires, onde há problemas sérios de alagamentos, esgoto a céu aberto e buracos por toda parte. O Bairro Samambaia e a Vila São José também reclamam por maior atenção. Nesses locais, a iluminação é precária, as vias precisam ser pavimentadas e alargadas, assim como é necessário fazer obras preventivas a alagamentos, erosões e desmoronamentos.

Sabe-se que ainda não é permitido fazer tudo em termos de obras públicas por aqui. Mas, aquilo que é possível realizar, como por exemplo obras de superfície, precisa ser feito com melhor planejamento. Os projetos executivos dessas obras necessitam de especificações adicionais, as quais devem levar em conta intervenções que objetivem torná-las mais duráveis. Se assim não for, a famosa operação tapa-buracos entra em ação, de forma paliativa, e os investimentos se perdem, a despeito de seu peso no bolso do contribuinte.

Vicente Pires se situa em uma área onde ainda não é possível construir galerias de águas pluviais, por falta de licenças. Então, obras de superfície necessitam resistir às chuvas. Outro fator é o momento de realizá-las. Seu planejamento deve levar em conta que algumas delas jamais podem ser executadas na estação chuvosa. Exemplo: Na Rua 10 e na Rua 8, do Bairro Vicente Pires (entre as Ruas 3 e 5), foram feitas duas grandes obras de recapeamento e correção de erosões, em 2010 e 2011, respectivamente. Tais obras foram vistas com muito bons olhos pela população, pois trouxeram qualidade de vida à região.

Porém, elas se iniciaram às vésperas das chuvas, estendendo-se pelo início destas. O resultado foi o que qualquer obra feita nessas condições pode ter: prejuízos, interrupções e dificuldade de execução. Na mesma obra da Rua 10, que corrigiu uma grave erosão, outro grande descuido e falta de planejamento ocorreram: a empresa que está construindo o esgoto cortou o asfalto da avenida, na interceptação desta com a Rua 3, em plena estação chuvosa, deixando-o aberto por vários dias. Resultado dessa ação impensada: destruição de parte do recapeamento da Rua 3 (recém-feito), transtornos à população e prejuízos aos cofres públicos.

O incrível é que esses desencontros entre planejamento e execução de obras ocorrem em cadeia, deixando patente a falta de comunicação e a desorganização entre setores do GDF. Conforme dito acima, antes da abertura da vala do esgoto, a Rua 3 havia sido toda recapeada. Tal serviço foi feito por uma empresa de engenharia acostumada a prestar serviços desse porte à Secretaria de Obras e, portanto, supostamente capacitada para tal. No decorrer do serviço de recapeamento, telefonei para a Administração de Vicente Pires e alertei que, em diversos pontos da rua era comum a água das enxurradas se acumular por vários dias. Sugeri, então, que esse problema fosse corrigido com a realização de nova topografia do terreno e o melhoramento do declive da via.

A empresa responsável continuou no mesmo ritmo e concluiu o recapeamento, sem observar esse grave problema. E nos locais onde sugeri a correção, as mesmas poças d’água continuam a “repousar” no asfalto novo. Esse detalhe, naturalmente, abreviará a vida útil da obra, sem deixar de mencionar o transtorno que representa o acúmulo dessa água na porta das casas. Pergunto novamente: por que o projeto executivo da obra não previu essa dificuldade, para que a empresa contratada adotasse esse cuidado adicional?

Voltamos à palavra-chave deste texto: planejamento. É preciso que os gestores públicos entendam que esse é um dos pontos-chave a serem observados quando recursos públicos estão em jogo. As verbas públicas são escassas e, por isso mesmo, elas precisam ser bem aplicadas, com eficiência, sem desperdício e com foco no atendimento ao cidadão. Afinal, ele se esmera para pagar seus impostos, que são altíssimos. O Estado, portanto, necessita ser mais proativo e planejar melhor suas ações antes de colocá-las em prática.

Se assim fosse, talvez a saúde pública do Distrito Federal não estivesse na UTI. Os recursos desperdiçados ou desviados de obras públicas poderiam salvar vidas. Com planejamento e gestão eficientes, obras como a da EPTG não custariam tanto e não teriam tantos problemas, como aquele que está provocando a aquaplanagem de veículos na via. Se o planejamento do Estado fosse eficiente, ele faria obras preventivas às catástrofes da natureza, ao invés de gastar dez vezes mais, recuperando danos e prestando assistência às vítimas.

Além de ser uma crítica construtiva aos gestores públicos, este texto é um desabafo que faço, em nome do cidadão que se indigna diariamente e não tem a oportunidade de fazê-lo publicamente, no espaço adequado. Por ser de responsabilidade da Imprensa estar atenta às situações que prejudicam a sociedade, este espaço do blog Vicente Pires Alerta não pode se furtar em fazer denúncias, cobrar sempre quando necessário dos entes públicos e enaltecer também suas ações, quando possível.

Obrigado pela leitura e até breve.

(*) Geraldo Oliveira é blogueiro, servidor da Câmara Legislativa do DF e morador e Vicente Pires.


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Vigilância sempre!!

10:45 AM, 26/1/2012 .. Comentário por Karla Messias

É isso aí, amigo Geraldo!!
E o pior é saber que esse descompasso entre política e boa gestão continua e a sociedade fica refém desse status quo, que não muda. Parabéns pelo texto.

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