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A Luta dos Trabalhadores - 7 sériePostado em 2/9/2010 em 07:18 PM - 0 Comentários - Incluir Comentário - LinkA luta dos trabalhadores
No século XIX, a Grã-Bretanha estava se tornando uma monarquia constitucional, ou seja, uma democracia representativa, encimada por uma realeza cada vez mais destituída de poder. Mas a organização dos operá rios em sindicatos era vista como prática monopolista — o sindicato em suas mãos toda a oferta da mercadoria “força de trabalho” — e por isso era severamente proibida. As primeiras organizações operá rias eram, por isso, de caráter ao mesmo tempo político e sindical e quase sempre clandestinas. Assim como era violenta a repressão, eram violentos os métodos de luta do proletariado. Cada greve era um tumulto, manifestações de rua terminavam geralmente em batalhas campais entre a polícia e os trabalhadores. (Convém a propósito lembrar que a polícia, como corpo permanente encarregado de manutenção da ordem pública, foi criada pela primeira vez nas cidades industriais inglesas. Antes estes encargos eram cumpridos por milícias de voluntários.)
Apesar das condições desfavoráveis em extremo, a classe operária foi obtendo conquistas sucessivas: regulamentação legal da jornada de trabalho, sufrágio universal, reconhecimento legal dos sindicatos. Estas vitórias se tornaram possíveis, em primeiro lugar, devido ao aumento do número de operá rios e, portanto, ao peso crescente da classe operária na sociedade. A indignação e a rebeldia de uma crescente parcela da sociedade — majoritária nas cídades — tornava a repressão cada vez mais onerosa e incerta. Mesmo os inimigos mais clarividentes do proletariado acabaram por se convencer de que era preferível desarmar os espíritos mediante concessões parciaís, cuIdadosamente dosadas,em lugar da repressão pura e simples. E depois, havia também os amigos do proletariado, polfticos, publicistas, intelectuais e empresários, que se horrorizavam com a sua miséria.
Como frequentemente ocorre, aos motivos humanitários se somavam interesses econômicos. Uma parte da burguesia percebia que a decomposição do artesanato e do campesinato britânIcos estava na verdade alimentando a formação da classe operária nos Estados Unidos, no Canadá,
na Austrália, etc. Ela preferia assegurar melhores condições de vida a seus trabalhadores, antes que a emigração excessiva tornasse a força de trabalho assalariável escassa no país. Com a aprovação de leis de proteção ao trabalho (salário mínimo, jornada legal de trabalho, proibição do trabalho infantil, etc.), reconhecimento do direito de greve e de organização sindical e sobretudo com a conquista do direito de votar e ser votado pelos não-proprietá rios — estendido posteriormente também às mulheres — surge o movimento operário como uma força social e política de grande expressão nos países industrializados. O que se chama de movimento operário é um conjunto de instituições — sindicatos, cooperativas e partidos — cujos membros provêm predominantemente da classe operária. A força do movimento operário se origina das conquistas obtidas e constitui a base para novas lutas pela previdência social, assistência à saúde, habitação popular, educação pública universal gratuita e a ssim por diante.
(SINGER, Paul. A formação da classe operária. São Paulo/campinas: Atual/Unicamp,1988.p.27.)
O Primeiro Reinado de Dom Pedro – 7ª. SériePostado em 18/6/2010 em 10:59 AM - 0 Comentários - Incluir Comentário - LinkO Primeiro Reinado de Dom Pedro – 7ª. Série
Uma vez proclamada a independência, o nascente governo brasileiro precisava vencer a resistência interna e obter o reconhecimento internacional e elaborar uma nova constituição para o país.
Logo após a independência foi formada a Assembléia Constituinte, com o objetivo de elaborar a Constituição Federal do Brasil. Mas foi dissolvida por Dom Pedro, Imperador do Brasil, pois a Constituição queria diminuir os poderes do imperador.
Dissolvida a Assembléia, Dom Pedro encomendou um novo projeto, outorgado, por ele em 1824.
A Constituição Federal de 1824
A primeira Constituição do Brasil conciliava os interesses da elite com o autoritarismo do Imperador e tinha como seus principais resoluções:
· Divisão dos Poderes em Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador. Este último era exclusivo do imperador e lhe garantia o direito intervir nos demais poderes.
· Manutenção do direito de propriedade das terras, escravos e demais bens.
· Estabelecimento do catolicismo como religião oficial e obrigatória no país
· Voto direto e censitário (por renda).
A criação do poder moderador, exercido pelo imperador, levou ao fortalecimento excessivo do monarca, em prejuízo do Parlamento.
A Independência Política do Brasil - 7a. sériePostado em 11/6/2010 em 03:19 PM - 0 Comentários - Incluir Comentário - LinkA Independência Política do BrasilOs Principais Fatores da IndependênciaO processo de independência do Brasil foi o resultado de três fatores principais: a independência dos Estados Unidos, cujo exemplo mostrou que as colônias podiam se tornar países autônomos; os ideais do iluminismo e da Revolução Francesa, que pregavam a liberdade e combatiam a opressão monárquica; e, o mais importante os conflitos entre os interesses das elites agrárias e mercantis do Brasil e o pacto colonial português.
As relações entre as Cortes e o Brasil agravavam-se a cada dia. Numa viagem a São Paulo, Dom Pedro recebeu noticias de que as Cortes haviam reduzido o poder do Príncipe regente. Com medo de perder o poder que tinha sobre o novo reino Dom Pedro decide aceitar o conselho de seu ministro de Estado José Bonifácio e rompe com as Cortes portuguesas.
No dia 07 de setembro de 1822, Dom Pedro na volta da viagem a São Paulo, na beira do riacho do Ipiranga rompe as relações com Portugal e proclama a Independência do Brasil.
A independência do Brasil resultou de uma aliança política entre o príncipe Dom Pedro e a aristocracia rural brasileira. As elites se aproximaram de Dom Pedro para evitar a participação popular na luta pela independência e garantir seus privilégios. Por isso, o Brasil que nasceu da independência era um país monárquico e escravista, muito diferente dos ideais, da Revolução Francesa que acabou com a monarquia absolutista francesa e dos ideais da independência dos Estados Unidos que após a sua independência adotou como forma de governo o presidencialismo.
Revoltas Populares
A independência política do Brasil, não aconteceu no dia 07 de setembro de 1822, essa foi a data oficial, a independência vinha acontecendo durante quase todo o século XVIII e XIX e em grande parte pelas revoltas populares que aconteceram nessa época, entre elas a Conjuração Mineira em 1789, a Conjuração Baiana em 1798 e a Revolução Pernambucana em 1817.
A existência de Robin HoodPostado em 6/6/2010 em 12:11 PM - 0 Comentários - Incluir Comentário - LinkDepois de assistir o filme Robin Hood, com Russel Crowe no papel principal, decidi pesquisar um pouco mais sobre o tema, e verificar se Robin Hood existiu mesmo. Acabei descobrindo coisas interessantes sobre o tema. Primeiro a morte do Rei Ricardo Coração de Leão foi como o filme retrata, com uma flechada, mas uma flechada no ombro que acabou gangrenando e vitimando o rei que pouco tempo passou em suas terras durante os 10 anos de reinado. Ele passou o maior tempo em guerras fora da Inglaterra.
Outro fato que o filme retrata, mas em apenas uma cena, diz respeito à batalha de Acre, batalha vencida pelo rei Ricardo, contra os mouros na terceira cruzada solicitada pelo Papa. A batalha foi um verdadeiro massacre, quando o rei manda assassinar mais de 3.000 prisioneiros em praça pública depois de não ter tido êxito em uma negociação de resgate.
O filme retrata bem a crise econômica da Inglaterra e a exagerada cobrança de impostos dos proprietários de terras e agricultores.
Mas e Robin Hood, existiu ou não? Essa pergunta é difícil de responder por que não existiam documentos na época e o que podemos verificar é que a primeira vez que Robin Hood foi citado, aconteceu no poema #Pedro, o lavrador#, de William Langland, no ano de 1377, onde o autor reclama que as pessoas preferem ir às tavernas escutarem musicas e histórias sobre um ladrão chamado Robin Hood do que ir para a Igreja “Eles preferem ir à taverna em vez de ir à Igreja, preferem escutar uma canção sobre Robin Hood ou sobre qualquer outro bandido em vez da missa”.
As histórias sobre Robin Hood divergem muito entre os historiadores, tanto do ano da existência do famoso bandido ,alguns dizem que ele existiu no ano de 1190, outros no reinado de Eduardo, só que tivemos três reinados entre 1272 a 1377, quanto o local de sua existência.
As divergências podem ser explicadas pelo fato de que o no nome Robin, é um diminutivo de Robert , nome comum na Inglaterra entre o século XI e XIII e o sobrenome Hood (capuz), definia qualquer um que usasse o capuz, ou seja, qualquer bandido da época usava capuz..Então podemos dizer que existiram vários Hobins Hoods em várias épocas.
Mas tendo existido ou não, Robin Hood o príncipe dos ladrões, o filme retrata muito bem uma época de grande crise econômica na Inglaterra e as disputas internas entre dois irmãos pelo reinado.
A colônia que se transformou em Metrópole - 7a. sériePostado em 31/5/2010 em 11:31 PM - 0 Comentários - Incluir Comentário - LinkA colônia que se transformou em Metrópole
Enquanto o príncipe Dom João desfrutava de uma vida muito boa no Brasil, Portugal com a ajuda do exercito inglês lutava contra as forças de Napoleão que invadira o território português no final de 1807, logo depois do príncipe ter fugido para o Brasil. O confronto só terminou no ano de 1814, com a vitória das tropas portuguesas.
Em 1815, no Congresso de Viena, realizado pelas potências em guerra contra as forças de Napoleão, ficou decidido que as monarquias que existiam antes das invasões francesas, deveriam retornar ao poder, mas só se a monarquia tivesse permanecido em seu território.
Com essa decisão o povo português decidiu exigir a volta do seu imperador a Portugal, mas Dom João estava em duvida, por temer que caso ele saísse do Brasil, a onda de independência que tomou conta das colônias espanholas no século XVIII, chegasse ao Brasil.
Para resolver o problema, Dom João muito esperto decidiu elevar o Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, ou seja, o Brasil deixou de ser colônia se tornando um reino.
Dom Pedro Sobe ao Poder no Brasil
A elevação do Brasil a Reino Unido provocou uma reação de descontentamento em Portugal que realizou uma revolta conhecida historicamente, como Revolução do Porto, que tinha como exigência uma nova constituição para Portugal e a volta do Príncipe Dom João a Portugal. Os mais radicais queriam que o Brasil voltasse a ser colônia, o que desagradava principalmente aos ingleses que tinham vários negócios com o povo brasileiro.
Dom João com medo de perder o trono retornou a Portugal juntamente com a sua família e mais quatro mil nobres em abril de 1821. No Brasil, ficou seu filho Pedro, que assumiu o poder como príncipe regente.
Esses fatos foram o prenúncio da independência política que estava preste a acontecer.
A Familia Real no Brasil - 7a. sériePostado em 30/5/2010 em 11:29 AM - LinkA Família Real no Brasil
Em 1806, Napoleão Bonaparte, imperador da França a maior potência da época, decretou o Bloqueio Continental, proibindo o comércio de todos os países europeus com a Inglaterra, a vontade dele era causar uma crise econômica na sua maior rival. Poucos países não aceitaram e Portugal foi um deles, que não deixou de negociar, com a Inglaterra que era sua grande e velha aliada, mas se não fizessem seriam invadidos por tropas francesas.
Portugal ficou entre ser invadida pela França ou ser invadida pela Inglaterra. Tinha que obedecer a um ou outro, mas decidiu fugir para a sua principal colônia nas Américas.
Em novembro de 1807, quando as tropas francesas já se aproximavam de Lisboa, o príncipe regente decidiu embarcar com toda a família e mais de 15 mil pessoas para o Brasil.
A Abertura dos Portos
Em janeiro de 1808, logo que chegou a Salvador, o príncipe Dom João, decretou a abertura dos portos coloniais “as nações amigas”. Até aquele momento somente os navios portugueses poderiam embarcar e desembarcar mercadorias no Brasil.
A nova lei representou o fim do monopólio português sobre o comércio com a colônia.
Assim que a lei entrou em vigor, o Brasil foi invadido por vários produtos que os habitantes da colônia nunca tinham visto e não tinham nenhuma utilidade para os brasileiros, como patins de gelo, por exemplo.
As mudanças na colônia
Como era esperada, a cidade do Rio de Janeiro, não tinha condições de receber uma quantidade tão grande de pessoas ao mesmo tempo, não tinha estrutura física para isso, faltava moradia, emprego. A solução adotada pela corte foi confiscar as melhores casas para servir de moradia para os nobres que chegaram ao Brasil.
Junto com a Família Real chegou ao Brasil também os primeiros sinais de progresso, principalmente no Rio de Janeiro. As ruas do Rio de Janeiro foram pavimentadas, chafarizes instalados em praças, novos edifícios construídos.
Em 1808, foi fundado no Rio de Janeiro o Banco do Brasil, primeira instituição bancaria da colônia. Já em Salvador foi inaugurada a Escola Médico-Cirurgica, primeira faculdade do Brasil.
Ao mesmo tempo, foram promovidas várias missões culturais na colônia, com a vinda de cientista e artistas europeus, como o pintor francês Jean Baptiste Debret
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