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Governança Corporativa Trabalho de Conclusão MBA UFRJ

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Governança Corporativa MBA UFRJ - Pág. 31 à 35

 
Conhecendo e Entendendo a Auditoria Interna
 
1 – Independência da Auditoria Interna
 
 
 
            Independência total e completa é impalpável, uma vez que implica em liberdade de toda e qualquer dependência, incluindo a dependência financeira. Conseqüentemente, a auditoria interna, sendo parte da empresa e recebendo suporte desta, necessita abrir mão de alguma independência. A meta do auditor, por conseguinte, é achar o maior grau de independência dentro das limitações existentes no seu mundo real, independência esta que o protegerá de assumir compromissos em detrimento dos objetivos da auditoria.
 
            Auditoria interna é uma atividade profissional e seu propósito é fazer julgamentos profissionais. Portanto, ela necessita do mais alto grau de imparcialidade, integridade e objetividade, os quais se atrofiam na ausência de independência prática.
 
            Assim a necessidade de o auditor ser imparcial e de se manter numa condição que o permita agir íntegra e objetivamente exige que seja colocado separadamente das pessoas cujas atividades examina.
 
            O mínimo desejável de subordinação é a auditoria se reportar a um nível hierárquico que, pelo seu status, possa considerar adequadamente as opiniões e recomendações do auditor e comandar prontamente sua prática.
 
 
 
2 - Inter-relacionamentos da Auditoria Interna
 
 
            · Dentro da Empresa
 
 
            A auditoria interna geralmente tem sua preocupação voltada para a empresa como um todo. A empresa é, em verdade, um grande sistema de comprar, produzir, vender e gerar resultado de modo a lhe possibilitar a continuidade e funcionamento por tempo indeterminado.
 
            Como a administração geral necessita fazer-se presente por toda a organização, em cada um dos sistemas que a compõem, determinando que tudo funcione e flua normalmente conforme a estratégia e normas propostas, a auditoria interna funciona, na realidade, como os olhos da administração geral.
 
            O inter-relacionamento da auditoria interna nos diversos segmentos da empresa é de fundamental importância. O trabalho da auditoria, por sua finalidade, tende a ser encaminhado para o conhecimento dos sistemas existentes na empresa. Como o auditor é, por característica, um especialista na revisão de controles internos, é natural que detecte imperfeições e incorreções de procedimentos na execução dessas tarefas.
 
            A maneira pela qual o auditor tratará esses assuntos junto às áreas é vital para o sucesso de um bom relacionamento entre auditor/auditado, de forma que permita que as portas dessas áreas continuem pacificamente abertas para trabalhos futuros. È importante que os auditados sintam nos auditores disposição para auxiliá-los na solução de seus problemas e no encaminhamento junto aos demais segmentos da empresa.
 
            · Com a Área Organizacional (Sistemas, Organização e Métodos).
 
            A auditoria interna, como um controle gerencial que funciona medindo e avaliando a eficiência dos outros controles existentes, permite fornecer assistência e aconselhamento a todos os níveis da empresa, o que é praticado por intermédio de recomendações e sugestões.
 
            Quando de seus trabalhos, a auditoria interna depara-se com fraquezas e ineficiências existentes nos diversos subsistemas da empresa, o que implica dizer que tais aspectos necessitam ser eliminados para melhorar a saúde da empresa.
 
            A área de sistemas, organização e métodos têm por objetivo, através de técnicas específicas, prover a empresa de padrões eficientes e condizentes com suas necessidades em todos seus setores    e sistemas. Em adição, desenvolve e reestrutura sistemas para melhorar o controle interno da empresa como um todo.
 
            Os pontos de recomendações e sugestões contidos nos relatórios de auditoria poderão ser automaticamente adotados nas áreas a que dizem respeito, para tanto, devem ser levados ao conhecimento de sistemas, organização e métodos, por ser esta, área de implantação de práticas e procedimentos da organização.
 
            · Com a Auditoria Externa
 
            De forma global, o trabalho realizado pela auditoria interna é plenamente idêntico àquele executado pela auditoria externa. Ambas utilizam as mesmas técnicas; ambas têm sua atenção voltada para o controle interno como ponto de partida de seu exame e formulam sugestões de melhorias para as deficiências encontradas e ambas modificam a extensão do seu trabalho de acordo com as suas observações e a eficiência do sistema de controle interno existente.
 
            Devido a esse fato, a administração das empresas, por vezes, confundem as funções realizadas pela auditoria interna e externa, temendo a duplicidade de atuação e, por conseqüência, a duplicação de custos.
 
            Em verdade, a função da auditoria interna repousa em atividades detalhadas da empresa, relacionadas, de maneira intensa, com o andamento de cada função, área, departamento, setor e operação. A auditoria interna, por orientação gerencial da alta administração da empresa, tem de examinar cada ramificação e os segmentos, em períodos regulares de tempo, para observar a aderência às políticas, à legislação, à eficiência operacional e aos aspectos tradicionais de controle e salvaguarda da empresa.
 
            Por outro lado, as funções da auditoria externa são diferentes, muito embora existam áreas similares como as de salvaguarda de ativos, precisão e confiabilidade dos livros da empresa. Cabe à auditoria externa, regra geral, a revisão global das atividades ou de aspectos dirigidos e, por conseqüência, de maneira menos detalhada.
 
            A auditoria externa considera a auditoria interna como parte do sistema de controle de uma empresa e, por este motivo, se sentirem que a atividade exercida pela auditoria interna é sadia e funciona a contento, pode reduzir a extensão dos seus trabalhos.
 
            A auditoria interna atuante, independente e qualificada possibilita maior segurança ao auditor independente (externo), uma vez que a qualidade dos trabalhos praticados assim o indique, e permite a identificação e resolução antecipada de problemas que comumente só são solucionados no último instante.
 
 
 
3 – Responsabilidade da Auditoria Interna
 
 
 
            A auditoria interna tem a responsabilidade de desenvolver suas tarefas em todas as empresas associadas ou agrupadas, de caráter permanente, e em todos os locais aplicáveis, analisando as políticas, procedimentos, usos e costumes, documentação, sistemas e métodos, para buscar a eficiência, o aprimoramento e a padronização dos controles aplicáveis às operações e atividades pertinentes às empresas.
 
            Cabe a auditoria interna determinar que todas as organizações, através das empresas associadas ou agrupadas, sejam revisadas a intervalos regulares de tempo, assegurando-se que estas cumpram suas funções de planejamento, contabilização, custódia e controle, conforme instruções recebidas e segundo as políticas e procedimentos instituídos, de acordo com os altos padrões de prática administrativa.
 
            Os trabalhos executados pela auditoria serão relatados formalmente, comunicando-se o resultado dos exames, a opinião e as recomendações sugeridas aos executivos responsáveis para que sejam tomadas as ações corretivas apropriadas. Todos os planos ou ações tomados para corrigir as condições apontadas necessitam ser avaliados pela diretoria quanto à sua efetividade e definição final das soluções aplicáveis às matérias segundo suas relevâncias e gravidades.
 
            Os trabalhos a serem realizados pela auditoria serão planejados em bases anuais e relatados periodicamente à diretoria quanto a seu cumprimento e principais aspectos observados.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 – Influência da Auditoria Interna
                                                      na Tomada de Decisão.
 
 
 
            Ao tomarmos uma decisão, vários serão os aspectos a influenciar, o que caracterizará o grau de complexidade de se chegar ao resultado pré-estabelecido. A tomada de decisão é, certamente o encargo mais característico das atividades dos gestores de uma organização.
 
            Assim, de acordo com Jones (1978, p. 83), “o objetivo ao se tomar uma decisão – seja ela pessoal ou empresarial – é escolher, dentre as alternativas mais atraentes, aquela, ou aquelas que produzirão a maior quantidade de conseqüências desejadas e o menor número de resultados indesejados”. Então, dever-se-á analisar, estudar cada caminho isoladamente, considerando os aspectos que irão, ou poderão influenciar, a fim de evitar situações indesejadas.
 
            Nesse sentido, Jones (1978, p. 83), diz que “para determinar qual a melhor opção, em geral, testamos cada alternativa separadamente, imaginando-a como se estivesse em vigor e, então, procuramos prever em detalhes quais as conseqüências favoráveis e desfavoráveis que sua aplicação acarretará”. Dessa forma, a auditoria interna vem auxiliar a administração na melhor escolha de decisão, a fim de cumprir com os objetivos da organização, proporcionando um processo de gestão eficaz, caracterizando a sua continuidade.
 
            Para que a auditoria interna cause efeito na tomada de decisão, faz-se necessário que esta conheça o modelo de gestão dos administradores com objetivo de avaliar as informações de que precisam. De acordo com Tales e Vartanian (1998, p. 62), o modelo de gestão é como “o conjunto de crenças e valores dos donos, ou dos princípios, executivos da empresa”.
 
            Os sistemas de informações para a tomada de decisão distinguem-se quanto à forma e aos detalhes, dependendo das exigências e solicitações da administração e da matéria em análise. Tales e Vartanian (1998, p. 63) dizem que o sistema de informação “é o conjunto de subsistemas informacionais que atuam coordenadamente no suporte de processo de gestão”. É por intermédio do sistema de informação que a auditoria interna argumentará sobre qual a melhor forma de tomada de decisão.
 
            Nesse contexto, Attie (1996, p. 29) diz que “a auditoria interna, por suas atividades de trabalho, serve à administração como meio de comprovação de que todos os procedimentos internos e políticos definidos pela companhia, assim como os sistemas contábeis e de controle interno, estão sendo efetivamente seguidos e que as transações realizadas estão refletidas contabilmente de acordo com os critérios previamente definidos”.
 
            Será por meio dos sistemas contábeis e de controles internos que a organização se beneficiará, no sentido de obter informações adequadas e eficazes para a tomada de decisão.
            Assim, de acordo com a Resolução CFC nº 820 (1997, p. 34) – (Conselho Federal de Contabilidade – CFC) “o sistema contábil e de controle interno compreende o plano de organização e o conjunto integrado de métodos e procedimentos adotados pela entidade na proteção de seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis e da sua eficácia operacional”.
            Porém, é oportuno que tenhamos um melhor entendimento sobre o conceito separado de controle interno de uma organização, o qual serve de suporte para a auditoria interna. O controle interno representa, para Almeida (1196, p. 50), “o conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos, produzir dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na conduta ordenada dos negócios da empresa”.
 
            O controle interno se dá por meio da Contabilidade, compreendendo, segundo Franco e Marra (1992, p. 207), “os registros, livros, fichas, mapas, boletins, papéis, formulários, pedidos, notas, faturas, documentos, guias, impressos, ordens internas, regulamentos e demais instrumentos de organização administrativa que formam o sistema de vigilância, fiscalização e verificação utilizados pelos administradores para exercer o controle sobre todos os fatos ocorridos na empresa e sobre todos os atos praticados por aqueles que exercem funções diretas, ou indiretas, relacionadas com a organização, o patrimônio e o funcionamento da empresa”.
 
            O exame dos registros realizados pelo auditor sobre o sistema de controles internos é que obterá evidências quanto à eficiência, o que permite estabelecer a quantidade de transações que julgará necessário examinar para uma tomada de decisão eficaz.
 
            A auditoria interna conhece os fatos passados e é capaz de projetar o que poderá acontecer com a escolha de determinada decisão. Por isso, a auditoria interna tem a capacidade de avaliar quais as informações que ajudam os gestores na otimização do resultado, na análise do desempenho das áreas e, principalmente, na tomada de decisões.
 
            Para que a auditoria interna seja eficaz, torna-se necessário que a organização tenha controle interno eficiente, o que dará ao auditor interno mais segurança nos exames, possibilitando informar aos gestores sobre qual a melhor decisão a ser tomada e eliminar a hipótese de futuras deficiências.
 
            Então, cabe à auditoria interna auxiliar os membros da administração a desempenhar eficazmente suas responsabilidades, fornecendo-lhes análises, avaliações, assessoria, consultoria e informações às atividades dentro das normas de auditoria.
 
 
 
 
 
 
 
 

Postado em: 12:48 PM, 8/10/2010

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