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Eficácia X Eficiência
02:31 PM, 25/12/2010
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Paulo Roberto, diretor de uma grande empresa de confecção, prestes a se aposentar, não sabia ainda qual dos dois filhos deveria escolher para sucedê-lo à frente dos negócios. Visando uma escolha justa, propôs aos dois filhos que desenvolvessem e lançassem uma coleção de outono/inverno. Aquele que obtivesse os melhores resultados sucederia o pai. A coleção desenvolvida por João, o filho mais velho, foi um sucesso. Os consumidores gostaram dos tecidos, dos modelos, das cores. Suas vendas esgotaram, no entanto, causou um prejuízo imenso para a empresa, pois consumiu muito mais recursos do que a receita arrecadada. João fez o que foi proposto, ou seja, vender os produtos. Isso é EFICÁCIA.
José, o filho mais novo, otimizou recursos e minimizou custos, administrando com folga o orçamento meticulosamente analisado e controlado. No entanto, a sua coleção também causou prejuízos para a empresa, pois a produção encalhou. Os consumidores não se identificaram com seus produtos. José foi mais racional, no entanto, não atingiu a meta de vender. Isso é EFICIÊNCIA.
O pai, percebendo que cada qual tinha um talento, propôs aos filhos que trabalhassem em equipe: João, antenado com o gosto dos consumidores, coordenaria as área de Projetos, Marketing e Vendas; José, com o seu talento de produzir mais gastando menos, coordenaria as áreas de Suprimentos, Produção e Distribuição.
E, assim, o pai pôde se aposentar e acompanhar o sucesso crescente da empresa que fundou: João determinando O QUE PRODUZIR e José COMO PRODUZIR.
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A EFICÁCIA tem a ver com o “fazer o que foi proposto”, enquanto a EFICIÊNCIA tem a ver com o “como fazer”. O bom profissional deve ser ao mesmo tempo EFICAZ e EFICIENTE, ou seja, ele deve alcançar as metas, otimizando recursos, racionalizando operações, reduzindo desperdícios e reduzindo custos.
O sucesso de uma empresa depende da capacidade de atingir as metas, característica de João, combinada com a capacidade de reverter em receita itens de qualidade produzidos ao menor custo possível, representada por José. É através da EFICÁCIA aliada à EFICIÊNCIA que se vende mais, gastando menos e lucrando mais. E não é essa justamente a missão da logística? Ou seja, disponibilizar o produto certo, ao cliente certo, no local certo, no tempo certo, na qualidade certa, no preço certo ao menos custo possível?
(Cláudia Kiyomi Ohira - Técnica em Logística, Contabilidade e Administradora de Empresas – 25/12/10)
Referências bibliográficas
EFICIÊNCIA X EFICÁCIA. Disponível em: http://www.esferagestao.com.br/conteudo/item16187.asp. Acesso em: 25 de dezembro de 2010.
MARQUES, E. L. Eficaz ou eficiente. Saiba a diferença. Disponível em: http://administrando.net/eficaz-ou-eficiente-saiba-a-diferenca/. Acesso em: 25 de dezembro de 2010.
O que é intermodalidade?
08:13 PM, 8/12/2010
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O Sr. João Logístico de Tudo Depende tem uma fazenda que produz, beneficia e exporta grãos para países europeus. Seus grãos seguem o seguinte percurso:
Parte 1: Os grãos são transportados de sua fazenda até a estação ferroviária pelo modal rodoviário, que é o ideal para curtas distâncias.
Parte 2: Os grãos seguem para o porto pelo modal ferroviário, que é mais apropriado para longas distâncias.
Parte 3: Do porto até o país de destino, os grãos seguem de navio, que é mais adequado para o transporte de produtos de baixo valor agregado a grandes distâncias intercontinentais.
Parte 4: Já na Europa, os grãos seguem o itinerário até o país de consumo, novamente, pelo modal ferroviário;
Parte 5: Das respectivas estações ferroviárias de cada país, os grãos são entregues aos distribuidores regionais e destes para os pontos de consumo final, através do modal rodoviário.
Neste exemplo hipotético, fica bem claro o quanto é importante se utilizar mais de um modal, de acordo com cada parte do percurso. Afinal, seria inviável, por exemplo, que se fizesse o transporte de grãos dos distribuidores regionais aos supermercados, fazendo uso do modal ferroviário. Não existe disponibilidade deste modal no sistema “porta a porta”. Também não seria possível transportar os grãos da fazenda até um supermercado na Europa fazendo uso apenas do modal ferroviário, afinal, existe um oceano separando o Brasil da Europa, que demanda a utilização do modal aeroviário ou aquaviário. No caso dos grãos, por serem de baixo valor agregado e não exigirem urgência de entrega, a opção pelo modal aquaviário é mais viável.
Conclui-se, então, que utilizando apenas um modal, o Sr. João Logístico de Tudo Depende jamais conseguiria fazer com que a sua produção de grãos saísse de sua fazenda aqui no Brasil e chegasse a supermercados em países da Europa. Daí a importância da intermodalidade (utilização de mais de um tipo de modal, cada qual com respectivo documento fiscal) e/ou da multimodalidade (integração total da cadeia de transporte utilizando um único documento) que se beneficia desse conceito de adequação do modal a cada circunstância, fazendo uso de diferentes modais ao longo do percurso. Cabe ao profissional de logística analisar, escolher e coordenar a utilização dos diferentes modais, considerando variáveis como tipo de carga, distância, itinerário origem/destino, disponibilidade, prazo de entrega, minização de custos, etc.
(Cláudia Kiyomi Ohira - Técnica em Logística, Contabilidade e Administradora de Empresas – 08/12/10)
Referência bibliográfica:
OJIMA, A. L. R. O.; Rocha, M. B. Desempenho logístico e inserção econômica do agronegócio da soja: as transformações no escoamento da safra. Disponível em: http://www.sober.org.br/palestra/2/170.pdf. Acesso em 08 de dezembro de 2010.
A logística e os 33 mineiros chilenos
05:20 PM, 14/10/2010
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Foram 69 dias de reclusão a 622 metros de profundidade - 17 dias sem que o mundo lá fora soubesse se estavam vivos ou mortos - até que um bilhete, escrito por um dos mineiros soterrados, mudou o rumo dessa história que tinha tudo para terminar em tragédia: “Estamos bien em el refugio los 33”.
Para que os telespectadores do mundo todo pudessem assistir a esse final feliz, foi necessário o planejamento logístico coordenado de profissionais multidisciplinares, envolvendo esforços interministeriais, encabeçados pelo Ministério da Saúde e da Mineração, e também internacionais, com a participação, principalmente, da NASA (National Aeronautics and Space Administration, ou Agência Nacional Americana, em português), responsável pela criação da Fênix 2, cápsula na qual os mineiros foram içados, e por outros aspectos da engenharia utilizada nas operações de resgate.
O envio e a coordenação de profissionais (engenheiros, técnicos, operários, paramédicos, nutricionistas, psicólogos, bombeiros, oficiais da aeronáutica e da marinha, entre outros), de suprimentos (alimentos, medicamentos, itens de higiene, água potável, etc.) e de máquinas e equipamentos (perfuradores, guindastes, tubulações, câmeras, etc.), para o deserto do Atacama (o mais seco e árido do mundo), no qual se encontra a Mina de San José, exigiu o pré-planejamento logístico e, também, a operacionalização logística antes, durante e depois do resgate.
Paralelamente, para que as imagens e notícias do dia a dia dos mineiros e do resgate fossem divulgadas em escala mundial, novamente a logística entrou em ação para que 1.500 jornalistas e respectivos equipamentos, suprimentos e equipes de apoio fossem devidamente enviados ao local. Isso sem contar a logística envolvida nos países de origem desses profissionais!
Para suprir às necessidades físicas e psicológicas dos parentes dos mineiros, que acompanharam as operações de resgate, no acampamento Esperanza, novamente a logística esteve presente.
Das ações do presidente da república, Sebástian Piñera, até a participação ativa dos próprios mineiros na operação de resgate, em cada nível hierárquico e em cada passo dado, a inteligência logística esteve presente, embora muitos nem saibam o que ela é!
Cada vez mais me convenço que, sim, a logística é onipresente. Ela viabiliza a realização de um show; assume papel importante nas guerras; otimiza o itinerário do ônibus; maximiniza o carregamento de um caminhão; faz-se presente no dia a dia da dona de casa; assim como é protagonista em operações de resgate tão complexas, em lugares tão inóspitos, como a realizada em pleno Deserto da Atacama.
(Cláudia Kiyomi Ohira – Técnica em Logística e Contabilidade e Administradora de Empresas – 13/10/10)
Referências bibliográficas
UMA VITÓRIA TRIUNFAL DO POVO CHILENO. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/uma-vitoria-triunfal-do-povo-chileno. Acesso em: 13 de outubro de 2010.
Qual o papel do RH na logística?
06:09 PM, 12/10/2010
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Máquinas não adoecem, não têm sentimentos, não apresentam mudança de humor, não têm necessidades psicossociais, não trazem problemas de casa, portanto, são muito mais facilmente geridas do que pessoas. Todavia, são elas que representam o papel mais importante no desempenho logístico para otimizar recursos, racionalizar operações, reduzir custos, agregar valor e garantir uma vantagem competitiva, satisfazendo – e até mesmo superando – as expectativas do cliente ao menor preço possível, de forma a desenvolver parcerias fidelizadas, no estilo “ganha-ganha”, ao longo da cadeia de suprimentos, que é o objetivo de qualquer organização.
E é aí que entra o gestor de pessoas, cujo desafio é ao mesmo tempo hercúleo e instigante. Cabe a esse profissional saber, ao contratar, reconhecer talentos entre centenas de candidatos; no cotidiano organizacional, detectar e aproveitar as potencialidades de cada indivíduo, maximinizando seus pontos fortes e neutralizando os fracos, através de treinamentos, trabalho em grupo e remanejamentos; e, ao constatar que um indivíduo não se encaixa na dinâmica necessária para o sucesso, não hesitar em substituí-lo.
Uma organização, independentemente da área em que atua, não deve nunca perder de vista que o seu maior patrimônio é o humano, pois são as pessoas que planejam, implementam, operacionalizam, enfim, administram e manipulam os recursos financeiros e tecnológicos para transformá-los em bens e serviços, que serão convertidos em receita, atenderão aos objetivos lucrativos dos investidores e viabilizarão a continuidade dos empreendimentos.
Empresas líderes em seu segmento já constataram que o sucesso está nas mãos de seus recursos humanos e, por isso, investem pesado na capacitação de seus funcionários. Tais empresas já perceberam que o saldo da relação custo/benefício é compensador. Cada organização encontra a solução que melhor atenda às suas necessidades, mas o mercado tem sinalizado para a tendência das universidades corporativas (muito difundidas nos Estados Unidos, mas ainda incipientes no Brasil), pois essas atendem às necessidades específicas de cada cadeia de suprimentos, diferentemente dos cursos regulares de formação e capacitação profissional, oferecidos pelas escolas técnicas, faculdades e universidades, que objetivam uma formação mais generalista. Como o custo para montar e manter as unidades é muito alto, existem as universidades setoriais, que atendem a um segmento da economia e são mais viávies para pequenas e médias empresas.
Segundo Jeanne Maister, universidade corporativa é “um guarda-chuva estratégico para desenvolver e educar funcionários, clientes, fornecedores e comunidade, a fim de cumprir as estratégias empresariais da organização." Ou seja, desenvolver talentos por toda a cadeira de suprimentos. Tudo a ver com logística, não é mesmo?
A Pirelli do Brasil, por exemplo, inaugurou em agosto de 2010, a Tyre Campus, para o treinamento de funcionários da rede de revendedores em todo o país, sob o sistema de educação continuada em 12 meses de aulas, com uma série de conceitos técnicos que auxiliarão no aperfeiçoamento de suas atividades, além da possibilidade de realização de cursos extras, como aulas de português, matemática financeira, entre outras, bem como a disponibilização de uma biblioteca virtual. Outros exemplos são a Rede de Hotelaria Accor, Habib's, CPFL, AmBev e a Petrobras.
Viu só? Logística tem tudo a ver com Recursos Humanos.
(Cláudia Kiyomi Ohira – Técnica em Logística e Contabilidade e Administradora de Empresas – 12/10/10)
Referências bibliográficas
LIMA, C. A..A. Como o meu Rh pode ajudar a logística de minha empresa? Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/como-meu-rh-pode-ajudar-a-logistica-de-minha-empresa/27423/. Acesso em: 12 de outubro de 2010.
O QUE É UNIVERSIDADE CORPORATIVA? Disponível em: http://www.catho.com.br/cursos/index.php?p=pec_o_que_e_universidade_corporativa. Acesso em: 12 de outubro de 2010.
PIRELLI INAUGURA A PRIMEIRA UNIVERSIDADE CORPORATIVA DO SETOS PNEUMÁTICO, O TYRE CAMPUS. Disponível em: http://www.pirelli.com.br/news/tag/pneus/. Acesso em: 12 de outubro de 2010.
PIRELLI INAUGURA UNIVERSIDADE CORPORATIVA. Disponível em: http://motordream.uol.com.br/noticias/ver/2010/07/20/pirelli-inaugura-universidade-corporativa. Acesso em: 12 de outubro de 2010.
UNIVERSIDADES CORPORATIVAS CRESCEM 2.400% EM 10 ANOS. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/universidades-corporativas-crescem-brasil. Acesso em: 12 de outubro de 2010.
O que o show do Bon Jovi tem a ver com logística?
02:44 PM, 7/10/2010
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Estava zapeando, quando me deparei com trechos do The Circle Tour, da banda americana Bon Jovi, no Estádio do Morumbi, onde cerca de 60 mil pessoas assistiram ao show, 1ª parada da etapa brasileira da turnê, que teve início em 19/02/10, em Seattle, nos Estados Unidos, percorrendo a América do Norte, seguindo para a Europa e a América do Sul. Antes de chegar ao Brasil, a banda já tinha passado pelo Peru, Chile e Argentina e ainda fará apresentações na Àsia e na Oceania.
O evento, segundo reportagens dos principais jornais e noticiários de TV, foi ótimo e fãs saíram satisfeitos com as 2h55min de show.
Bem, mas você deve estar se perguntando, o que Bon Jovi tem a ver com a logística, não é mesmo? Acredite, tem tudo a ver! Surpreso???!!!
Para que essas 60 mil pessoas pudessem se divertir por quase 3 horas e saíssem satisfeitas, houve todo um trabalho de logística, desde a concepção do show (trabalho iniciado muito antes da estreia!), para viabilizar esse evento.
A realização de um show envolve cenografia, figurino, sonoplastia, engenharia, segurança, hotelaria, transporte, canais de distribuição (vendas de ingresso, por exemplo), suprimentos, administração de pessoal, ensaio, etc., cujos custos devem ser minimizados, através da maximização dos recursos empregados no processo (inclui-se aí, também, o tempo) e respectiva racionalização das operações que viabilizam o resultado. Até mesmo a determinação dos portões de acesso, devidamente organizados de acordo com o tipo de ingresso (pista, cadeira, arquibancada, portadores de necessidades especiais, camarote, etc.) e o acesso ao Estádio do Morumbi, envolveram o planejamento logístico da empresa organizadora do evento, do CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), dos órgãos ligados à Segurança Pública e Transporte Coletivo.
Eventos como esse comprovam que a área de atuação para um profissional de logística é muito ampla, tanto no setor público quanto no privado.
Antes de finalizar, chamo a sua atenção para pontuar que o próprio calendário da turnê é logística pura! Afinal, não é à toa que os shows foram devidamente agrupados por região: América do Norte, Europa, América do Sul, Ásia e Oceania. Já pensou na elevação dos custos, caso a inteligência logística não fosse adotada e a banda fizesse um show em Seattle, depois em Londres, voltasse para Toronto, fosse para Tóquio, depois voltasse para Nova Iorque... nesse pingue-pongue ineficiente? A lucratividade e a rentabilidade despencariam, investidores perderiam o interesse, haveria repasse dos custos nos preços dos ingressos, enfim, os objetivos do negócio não seriam alcançados. É assim que empresas fecham suas portas!
Então... viva a Logística!
(Cláudia Kiyomi Ohira - Técnica em Logística, Contabilidade e Administradora de Empresas - 06/10/10)
Referências bibliográficas
BON JOVI THE OFFICIAL WEBSITE. Disponível em: http://pt.bonjovi.com/. Acesso em: 06 de outubro de 2010.
Logística é transporte?
04:57 PM, 5/10/2010
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Qual é a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando se fala em logística? Muitos de vocês responderão: transporte. Quando se fala em logística, logo se visualiza a imagem de uma transportadora, com sua frota de caminhões, cujo serviço consiste em entregar mercadorias.
Seria a logística, realmente, transporte? Muitos vão se surpreender com a resposta, mas NÃO, a logística não é sinônimo de transporte. Na realidade, o transporte é apenas uma das áreas de atuação da logística, constituindo-se em um dos componentes da distribuição.
Mas, então, por que razão, ainda hoje, a logística é associada ao transporte? Bem, isso tem muito a ver com a sua evolução.
A logística surgiu no meio militar, com a missão de transportar e suprir as tropas, objetivando vencer as guerras. Migrou do âmbito militar para o âmbito civil, após a Segunda Guerra Mundial, quando foi necessário montar uma operação militar que uniu empresas particulares de prestação de serviços de transporte e armazenagem para abastecer a população da Berlim Capitalista, devido à restrição de acesso imposta pelos comunistas. Como é sabido, o mundo dividiu-se, basicamente, em dois blocos: capitalistas (sob influência predominantemente americana) e comunistas (sob influência predominantemente soviética). Surgia a guerra fria, com a disputa entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, pela hegemonia política, econômica e militar. Foi esse fato histórico que embasou o surgimento da logística empresarial.
Desde que migrou do âmbito militar para o empresarial, a logística passou por um processo de evolução intenso.
Nos anos 70, a logística era o transporte, o que importava era entregar os produtos aos pontos de venda para que o cliente pudesse comprá-los. Daí o porquê dessa associação simplista da logística ao transporte, que persiste até os dias de hoje.
Nos anos 80, a logística incorporou o suprimento, ou seja, além de evitar o desabastecimento dos produtos nos pontos de venda, a logística passou a ser utilizada para não permitir que faltasse matéria-prima.
Nos anos 90, incorporou-se a produção à logística, ou seja, a logística de entrada de matérias-primas e a logística de produtos acabados não podiam mais ser administradas de forma isolada, pois se compreendeu que a logística é um sistema em que suas partes agem de forma coordenada e interdependente. Surge o conceito de sinergia.
A Eco-92, conferência realizada no Rio de Janeiro, cuja intenção era introduzir a idéia do desenvolvimento sustentável, tendo como um de seus pilares a redução do desperdício aliada à reutilização, foi um dos marcos para a concepção do que hoje conhecemos como logística reversa propriamente dita.
Nos anos 2000, incorporou-se o serviço pós-venda à logística através da política de trocas, garantia, assistência técnica, SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), treinamento e logística reversa.
E à medida que a humanidade evolui e novas necessidades surgem, a área de abrangência da logística tende a crescer e transformar-se para se adequar à transformação contínua do perfil do cliente.
Portanto, logística não pode ser confundida com transporte!
(Cláudia Kiyomi Ohira - Técnica em Logística, Contabilidade e Administradora de Empresas - 05/10/10)
Referências bibliográficas
SCHLÜTER, M. R. A evolução da logística empresarial. Mundo Logística, Curitiba: Mundo, ano 1, n° 1, p. 26-32, nov/dez. 2007.
GUERRA FRIA. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/guerrafria/. Acesso em: 05 de outubro de 2010.
Que raios é esse negócio de logística???!!!!!
02:50 PM, 28/9/2010
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Ao se falar em logística, logo pensamos que seja algo acadêmico e intangível. No entanto, a logística está presente em nosso dia a dia e fazemos uso dela o tempo todo, intuitivamente, empiricamente, desvinculadamente de seu conceito propriamente dito.
Tomemos, por exemplo, a dona de casa. Ela verifica os itens que estão faltando em sua dispensa e/ou geladeira. Organiza listas de compras. Pesquisa preços. Pechincha para obter os produtos que melhor atendam às necessidades de sua família ao menor preço possível. Acomoda os itens no porta-malas, otimizando o espaço, protegendo-os de avarias e transportando-os para casa. Após a chegada em casa, movimenta e guarda cada item no lugar adequado e previamente organizado, de acordo com suas peculiaridades (frutas e verduras na geladeira; carnes no freezer; produtos de limpeza no armário, etc.). Administra a utilização dos produtos de acordo com os prazos de validade. Controla o desperdício. Programa reabastecimentos periódicos. Procura satisfazer às necessidades de sua família, de forma que nada falte. Isso tudo é logística!
Assim como o objetivo da dona de casa é satisfazer às necessidades de sua família, o objetivo da logística empresarial é a satisfação do cliente, reduzindo custos, agregando valor, elevando o nível de serviço prestado e, consequentemente, obtendo uma vantagem competitiva.
A logística empresarial deve disponibilizar o produto certo, na quantidade certa, na condição certa, no lugar certo, no tempo certo, com o custo certo, para o cliente certo. Para isso, planeja, implementa e controla o fluxo de aquisição e armazenagem de matéria-prima, inventário em processo, produtos acabados e informações envolvidas, do ponto de origem ao ponto de consumo, atuando em toda a cadeia de suprimentos (fornecedores de matéria-prima, fabricantes, distribuidores, representantes, atacadistas, varejistas, e-commerce, venda direta ao consumidor final por catálogo, etc.), com o objetivo de otimizar recursos, racionalizar operações e maximizar resultados.
E vai além disso, com o conceito de responsabilidade socioambiental em alta, a logística também atua no fluxo inverso, ou seja, do ponto consumidor à reintrodução, dos produtos usados e esgotados, à cadeia de suprimentos, através da logística reversa. Quando o óleo de cozinha, o papel, as pilhas e baterias, pneus, vidro, plástico, alumínio, etc., são reaproveitados através de processos de reuso, reciclagem, reparo ou manufatura, ou quando são descartados corretamente para que não destruam o meio ambiente, isso tudo também é logística!
Como vocês podem ver, logística não é nenhum bicho de sete cabeças e como está envolvida em toda a cadeia de suprimentos, a área de atuação para um profissional de logística é amplo e tende a crescer à medida que o raio de atuação das empresas se estende.
(Cláudia Kiyomi Ohira - Técnica em Logística, Contabilidade e Administradora de Empresas - 28/09/10)
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