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Pura.
Límpida.
Clara transparência acumulo na retina.
Cores tecem horas.
Tecem noite e dia.
Porta
que celeste não se finda.
Do mundo absorve as cores, a vida.
Nenhum poema é morto.
Se do poeta permanece vivo
o que um dia o fora
em sua retina.
Das rotinas...
Que estraem o crepitar de outras vidas
Fulgurantes formas não abrigadas
ora esquecidas.
Na retina
tomam forma de poesia.
Poesia não tem chegada
e nem partida.
Não se sabe de onde nasce
ou para onde vai um dia.
Tal como cruz que se eleva redimida
está o poeta em sua rima.
Pois a luz
é para sombra guia.
Não é fulgaz
o que de poética forma
apreendes na retina.
Captar a beleza frequente
das orbitais rotinas,
nuances matizadas em uma nova alma,
tal como Cristo fez um dia...
É dever da poesia.
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"Deixe seu pedido de oração em comentários,vamos orar! Deus te ama."
08:59 AM - 6/11/2011 -
elogio
Muito inspirador o seu blog, parabéns!
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