A REVOLUÇÃO NA FRANÇA

A Revolução Francesa teve como início, o aumento dos impostos feito pelo rei Luis XVI, pois, a França estava passando por uma forte crise econômica. Já que os nobres não iriam gostar nada da idéia de pagar impostos, e o clero menos ainda, sobrou para a terceira classe “engolir o sapo”. A terceira classe era constituída pela burguesia (grande, média e pequena), pelo Sans-culotte (artesãos, assalariados e marginais), e por camponeses.
Ao saberem do novo aumento dos impostos, os burgueses, percebendo a insatisfação dos outros da mesma classe, resolveram unir toda a terceira classe contra o rei, a nobreza e o clero. Tomando como medida a paralisação do trabalho, pois eram eles os responsáveis por todo trabalho realizado na França, fazendo com que a economia do país parasse. Com o lema de liberdade, igualdade e fraternidade, em pleno iluminismo.
Em 17 de julho de 1789, os representantes do terceiro estado, se reúnem e se revoltam e declaram a Assembléia Nacional Constituinte, com o ímpeto de fazer uma constituição para a França. A revolução em si começa com a invasão da terceira classe na Bastilha (local onde eram presos aqueles que eram contra a monarquia), em 11 de julho de 1789. Mas, os livros de história retratam como 14 de julho, data da queda da Bastilha. Os principais efeitos da Revolução Francesa foram: a transição da França feudal para a França capitalista e a diminuição do poder do Clero.
Instalan-se os governos, primeiramente, jacobino da baixa e média burguesia. Em seguida,pelo radicalismo de Robespierre, assume o poder o grupo do diretório girondino e por fim o período napoleônico.

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NAPOLEÃO BONAPARTE

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- Breve perfil biográfico
- Napoleão Bonaparte nasceu na ilha de Córsega, em 1769.
- Governou a França de 1799 a 1815.
- Além de ter sido um grande general, conquistava a lealdade de seus soldados com promessas de glória e riquezas.
- O governo napoleônico é dividido em três fases: Consulado, Império e Governo dos Cem Dias.
- Fases: Consulado
- No fim da Revolução Francesa , a burguesia desejava o fim das tensões provocadas pelos jacobinos.
- Desta forma, apoiou a tomada de poder por Napoleão Bonaparte, no chamado Golpe 18 de Brumário . Iniciou-se o Consulado , que durou de 1799 a 1804.
- Napoleão se tornou primeiro-cônsul, instituindo uma série de medidas na França, como a censura da imprensa, criação do Banco da França , estreitamento das relações com a Igreja Católica, entre outras.
- Além disso, criou o Código Civil Napoleônico , que permitiu o casamento civil, respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e igualdade de todos perante a lei.
- Estas reformas propostas no Código Napoleônico interessavam, particularmente, a burguesia francesa.
- Fases: Império I
- Através de um plebiscito, Napoleão se tornou imperador da França, sob o título de Napoleão I.
- O Império durou de 1804 a 1815. Como imperador, Napoleão ofereceu títulos de nobreza a membros de sua família.
- Além disso, consolidou a conquista de grande parte da Europa. Paralelamente, levantou monumentos de exaltação, como o Arco do Triunfo , em Paris.
- A Inglaterra, temendo a supremacia francesa, se opôs ao domínio napoleônico. Em contrapartida, a França invadiu a Inglaterra em 1805, na chamada Batalha de Trafalgar .
- Como a marinha inglesa era superior à francesa, Napoleão foi derrotado. Inconformado, decretou o chamado Bloqueio Continental.
- Fases: Império II
- O Bloqueio Continental declarava que todos os países europeus deveriam fechar os seus portos para os produtos industriais da Inglaterra.
- O objetivo era enfraquecer a economia inglesa, em processo de crescimento devido a Revolução Industrial . Com a economia enfraquecida, Napoleão calculava subjugá-la.
- Portugal, por ser um antigo aliado da Inglaterra, desobedeceu ao bloqueio. Napoleão logo acionou suas tropas para invadir o reino português.
- Temendo a perda de seu poder, o rei de Portugal, D. João VI, fugiu com aproximadamente 15 mil componentes da família real portuguesa, vindo para o Brasil.
- Este fato é conhecido como Fuga da Família Real Portuguesa , e foi um dos fatores que possibilitou o processo de independência do Brasil, em 1822.
- Fases: Império III
- A Rússia também desafiou o poder de Napoleão, desobedecendo ao bloqueio. Foi invadida pelas tropas de Napoleão, na chamada Campanha da Rússia .
- As tropas napoleônicas foram surpreendidas pelo forte inverno russo e pela estratégia da terra arrasada, que deixou as tropas sem água e mantimentos.
- Isto fez com que Napoleão sofresse uma grande derrota, tendo seu exército se reduzido a 2% do contingente total.
- Esta derrota, aliada a outros conflitos, acabou levando Napoleão a abdicar do trono, em 1814, através do Tratado de Fontainebleau . Napoleão foi, então, exilado na Ilha de Elba .
- Fases: Governo dos 100 dias
- Em 1815, Napoleão conseguiu fugir da Ilha de Elba. Com uma forte base aliada, conseguiu retomar o poder na França.
- Porém, seu último governo durou apenas cem dias, tendo sido derrotado por ingleses e prussianos na chamada Batalha de Waterloo .
- Napoleão, então, foi exilado na Ilha de Santa Helena , onde morreu em 1821.
- Congresso de Viena
- Após o fim do império de Napoleão, os países vencedores se reuniram em Viena, na Áustria.
- O objetivo do Congresso de Viena foi discutir formas de redesenhar o mapa da Europa, devolvendo os territórios dominados por Napoleão.
- Além disso, a Santa Aliança foi criada com o objetivo de impedir novas manifestações contra o Antigo Regime.

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DOM JOÃO VI NO BRASIL

Quando observamos a situação da colônia brasileira no século XVIII, notamos a presença de várias rebeliões que questionaram ou defenderam a extinção do pacto colonial. Contudo, apesar das insatisfações, percebemos que o nosso processo de independência aconteceu pela influência de fatores ligados às relações políticas dos países europeus e o desenvolvimento do capitalismo industrial.
No começo do século XIX, a França passava por um processo revolucionário francamente combatido pelas demais monarquias da Europa. Além disso, o governo francês, então liderado por Napoleão Bonaparte, enfrentava sérias dificuldades econômicas que impediam a imposição do novo governo. Nesse contexto, a Inglaterra era a principal adversária da França Revolucionária, seja em âmbito político ou econômico.
Para superar as dificuldades vividas, Napoleão decidiu proibir que qualquer nação do continente europeu realizasse comércio com os britânicos. Com isso, enfraqueceria seus rivais e poderia conquistar novos mercados. No entanto, várias nações da Europa dependiam enormemente da indústria inglesa e não poderiam simplesmente esperar que os franceses assumissem o papel econômico britânico da noite para o dia.
Em pouco tempo, alguns países descumpriram a exigência de Napoleão e este, por sua vez, invadiu vários países da Europa. Integrando esse grupo de insurretos, o governo português temia que Napoleão dominasse em um só tempo o território lusitano e suas ricas possessões coloniais. Dessa forma, o príncipe regente Dom João VI realizou a inusitada transferência da família real para o Brasil com auxílio das tropas britânicas.
Mais do que uma simples mudança, tal fato promoveu profundas transformações no cenário político e econômico brasileiro. Respondendo à prontidão da ajuda dos ingleses, D. João VI estabeleceu a liberdade de comércio dos portos brasileiros com as embarcações de qualquer parte do mundo. Com isso, pagando um taxa alfandegária preferencial, as mercadorias inglesas inundaram a economia nacional e impediram o desenvolvimento da indústria local.
Os grandes proprietários da colônia foram amplamente beneficiados com a ampliação das liberdades comerciais. Além de possibilitar o acesso a uma maior gama de produtos industrializados, a abertura dos portos concedeu um visível alargamento dos lucros obtidos com a comercialização dos gêneros agrícolas com as nações da Europa. Nesse sentido, vemos que a administração joanina ganhou uma relativa sustentação política.
No entanto, vemos que essa nova página da história brasileira não significava apenas uma nova fase de benefícios. Em Pernambuco, uma revolta de natureza republicana foi contra a elevação dos impostos promulgada por Dom João VI. O aumento das tarifas foi um desdobramento da ampliação dos cargos públicos e o envolvimento em guerras que prejudicavam o equilíbrio das finanças governamentais.
Por fim, na década de 1820, uma revolução liberal em solo lusitano exigiu não só o retorno de D. João VI para a Europa, bem como o fim das concessões oferecidas ao Brasil. A partir desse momento, integrantes da elite local se movimentaram em torno da possibilidade da independência. Para tanto, valeram-se das ambições do jovem Dom Pedro I, que encerrou esse período oficializando a autonomia do Brasil às margens do rio Ipiranga.

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O BRASIL LIVRE?

O conceito de independência de um país ou território é a conquista e manutenção da sua soberania política e econômica, que pode ser absoluta ou relativa. A independência absoluta a posse de direito de uma coisa ou objeto ou território pertencente a pessoa ou pessoas sendo território pelo Estado de Direito. O Brasil já foi colonia e por sua vez já teve sua independência, como todos sabem eramos colonia de Portugal por anos.
Mas procuramos falar rapidamente sobre a Independência do Brasil, que reduzidamente, se torna uma grande polemica, tendo em vista que aprendemos na escola uma meia fabula, e agora com nossos estudo vemos que nem tudo foi festa naquela época, contaremos em uma resumo como foi a famosa e estudada Independência do Brasil. Independência do brasil, D. Pedro viajava por Minas e São Paulo quando recebe a notícia que tem que voltar urgentemente para Portugal, os portugueses queriam recolonizar o Brasil.
Dom João queria enviar tropas para o brasil e exigia que Dom Pedro voltasse, mas D. Pedro estava fazendo tudo ao contrário do que os portugueses queriam. Na verdade ele estava tendo atitudes que desagradavam a coroa portuguesa, e com tudo isso o brasil estava no caminho da independência, pois D. Pedro já comentava sobre ela com o povo. Quando D. Pedro se encontra perto do riacho do Ipiranga no dia 7 de setembro de 1822 ele proclama a Independência do Brasil com um um grito Independência ou morte.

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AMÉRICA ESPANHOLA

O processo de independência da América Espanhola ocorreu em um conjunto de situações experimentadas ao longo do século XVIII. Nesse período observamos a ascensão de um novo conjunto de valores que questionava diretamente o pacto colonial e o autoritarismo das monarquias. O iluminismo defendia a liberdade dos povos e a queda dos regimes políticos que promovessem o privilégio de determinadas classes sociais.
Sem dúvida, a elite letrada da América espanhola inspirou-se no conjunto de idéias iluministas. A grande maioria desses intelectuais era de origem criolla, ou seja, filhos de espanhóis nascidos na América desprovidos de amplos direitos políticos nas grandes instituições do mundo colonial espanhol. Ao estarem politicamente excluídos, enxergavam no iluminismo uma resposta aos entraves legitimados pelo domínio espanhol, ali representado pelos chapetones.
Ao mesmo tempo em que existia toda essa efervescência ideológica em torno do iluminismo e o fim da colonização, a pesada rotina de trabalho dos índios, escravos e mestiços também contribuíram para o processo de independência. As péssimas condições de trabalho e a situação de miséria já havia, antes do processo definitivo de independência, mobilizando setores populares das colônias hispânicas. Dois claros exemplos dessa insatisfação puderam ser observados durante a Rebelião Tupac Amaru (1780/Peru) e o Movimento Comunero (1781/Nova Granada).
No final do século XVIII, ascensão de Napoleão frente o Estado francês e a demanda britânica e norte-americana pela expansão de seus mercados consumidores serão dois pontos cruciais para a independência. A França, pelo descumprimento do Bloqueio Continental, invadiu a Espanha desestabilizando a autoridade do governo sob as colônias. Além disso, Estados Unidos e Inglaterra tinham grandes interesses econômicos a serem alcançados com o fim do monopólio comercial espanhol na região.
É nesse momento, no início do século XIX, que a mobilização ganha seus primeiros contornos. A restauração da autoridade colonial espanhola seria o estopim do levante capitaneado pelos criollos. Contando com o apoio financeiro anglo-americano os criollos convocam as populações coloniais a se rebelarem contra a Espanha. Os dois dos maiores líderes criollos da independência foram Simon Bolívar e José de San Martin. Organizando exércitos pelas porções norte e sul da América, ambos seqüenciaram a proclamação de independência de vários países latino-americanos.
No ano de 1826, com toda América Latina independente, as novas nações reuniram-se no Congresso do Panamá. Nele, Simon Bolívar defendia um amplo projeto de solidariedade e integração político-econômica entre as nações latino-americanas. No entanto, Estados Unidos e Inglaterra se opuseram a esse projeto que ameaçava seus interesses econômicos no continente. Com isso, a América Latina acabou mantendo-se fragmentada.
O desfecho do processo de independência, no entanto, não significou a radical transformação da situação sócio-econômica vivida pelas populações latino-americanas. A dependência econômica em relação às potências capitalistas e a manutenção dos privilégios das elites locais fizeram com que muitos dos problemas da antiga América Hispânica permanecessem presentes ao logo da História latino-americana.
ESTADUNIDENSES - NOSSOS AMIGOS

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EXERCÍCIOS
A) COMENTE A AFIRMATIVA: " O BRASIL SE TORNOU LIVRE DE PORTUGAL, APENAS A NÍVEL POLÍTICO"
B) PORQUE NAPOLEÃO SE TORNOU UM ÍCONE, UM MODELO, PARA O POVO FRANÇÊS?
C) QUIAS FORAM AS TRANSFORMAÇÕES PERCEBIDAS COM A CHEGADA DE DOM JOÃO VI AO BRASIL?
D) RELACIONE: VINDA DA FAMÍLIA IMPERIAL AO BRASIL EM 1808 COM A INDEENDÊNCIA DE NOSSA NAÇÃO.
PESQUISAS:
- BIOGRAFIA DE SIMON BOLÍVAR
- BIOGRAFIA DE CARLOTA JOAQUINA
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