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EAD: Solução ou Opção?

O Panorama da Educação a Distância no Brasil

11:55 PM, 30/9/2011 .. 0 comentários .. Link
Por REGILSON MARQUES SOUSA
 
A Educação a Distância (EAD) tem sido um tema de grande destaque no cenário educacional brasileiro da atualidade. Falar sobre EAD, suas características, vantagens, desvantagens, evolução e perspectivas para o futuro tem despertado o interesse de inúmeros pesquisadores e educadores não apenas brasileiros, mas do mundo inteiro. Mas para tratar do tema com propriedade é importante conhecer a origem da EAD.
Segundo Mattar, a EAD tem a idade da escrita, uma vez que nas sociedades orais a comunicação era essencialmente presencial. A partir da invenção da escrita a comunicação liberta-se no tempo e no espaço.
Para a professora de Educação, Comunicação e Tecnologia da Universidade de São Carlos, Teresa Melo, que estudou o ensino semipresencial para a tese de doutorado em Ciências da Comunicação, as cartas bíblicas do apóstolo São Paulo foram os primeiros registros de educação a distância. “O objetivo das cartas era passar uma mensagem, um ensinamento. Aquilo já era educação a distância”, defende.
Com o passar dos anos, os mais variados meios para transmitir as mensagens foram utilizados, desde correios, rádio e televisão. Quando surge a internet e os meios digitais, as oportunidades de cursos a distância explodem, comenta a Professora Teresa.
No Brasil, a EaD surge, oficialmente, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996. A partir de 1998, passam a ser regulamentados os procedimentos de credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância. Hoje a EaD se encontra difundida no Ensino Superior brasileiro, com uma variedade de cursos de graduação e pós-graduação lato sensu ofertados totalmente à distância.
Com esse acelerado crescimento de cursos a distância, agora também presentes na educação superior, o foco da discussão reside na eficácia dessa modalidade de ensino, na qualidade dos profissionais que ela coloca no mercado de trabalho e nos rumos que tomará.
Na verdade, a grande preocupação está no medo que algumas instituições de ensino têm de que a EAD roube o espaço dos cursos presenciais tradicionais. Nesse contexto, a Professora Teresa comenta que "a EAD é uma alternativa e complementa a educação presencial tradicional, pois deve-se acreditar que todas as tecnologias digitais venham somar e não substituir”.
Quanto aos problemas que podem ser identificados na EAD, evidencia-se que são os mesmos da educação presencial, merecendo destaque a falta de comprometimento com o processo de ensino-aprendizagem, elevado número de alunos a serem acompanhados por um único professor, quantidade insuficiente de ferramentas de interação com o professor e com outros alunos, baixa qualidade do material didático, no tocante à motivação para a leitura, e métodos avaliativos que não mensuram com precisão o grau de conhecimento auferido pelo aluno. Essas disfunções estão presentes na educação em geral, independente da modalidade de ensino, não devendo ser atribuídas como próprias da EAD.
Contudo, são inúmeras as vantagens como independência de espaço físico, flexibilidade de tempo, acesso ao material com o uso das tecnologias disponibilizadas, preços mais acessíveis, além de assistência em tempo integral através da tutoria. Afinal, uma EAD com qualidade precisa de uma equipe de profissionais de educação muito maior e de recursos tecnológicos mais avançados, atualizados e capazes de tornar a educação disponível em tempo real para todos os alunos, onde quer que estejam, seja de maneira síncrona ou assíncrona.
Alguns apontam como desvantagens da EAD, a ausência da figura do professor e a falta do calor humano existente no ambiente acadêmico físico. Ao contrário do que se pensa, essa modalidade educacional não veio para excluir a figura do professor, pois ela requer um número maior de profissionais que tenham experiência pedagógica e sejam qualificados para operar os diversos recursos didáticos que compõem o programa do curso. E a distância transacional denominada por Moore como a distância física e mesmo temporal, que possibilita o surgimento de um novo espaço pedagógico e psicológico, no qual ocorre uma forma diferente de comunicação, uma nova transação, não afasta os alunos, nem os distancia dos professores, já que as ferramentas de interação, se exploradas e bem utilizadas, estreitam os laços, reduzem as distâncias físicas e são até capazes de produzir amizades fortes e duradouras.
A EAD, ao mesmo tempo que flexibiliza, exige muito mais do aluno. Nessa modalidade o estudante precisa ter autodisciplina, uma vez que a aprendizagem depende muito mais dele do que da estrutura em si. Afinal, o aluno precisa entender que, mesmo distante, ele não pode deixar para depois, tem que estar ligado o tempo todo, seja no cronogramas de aulas, de atividades e de avaliações, seja nas ferramentas de interação para acesso às informações.
O mercado de trabalho já não apresenta mais o preconceito que tinha com relação a profissionais formados na modalidade a distância, por conhecer esses profissionais como mais comprometidos e preparados, pois estão acostumados a independência desde sua formação, onde eram responsáveis pela condução do seu próprio estudo, sem precisar ficar esperando pelo professor, sabem organizar e dividir bem o seu tempo e estão sempre de olho nas metas. Segundo Osíris Mannes Bastos, das Faculdades Fael, "o mercado procura por profissionais realmente qualificados, independente da formação. Além disso, atualmente muito dos empregadores são formados ou já fizeram algum tipo de curso à distância", relata.
O preconceito que alguns ainda revelam contra a EAD não encontra correspondência nos dados objetivos analisados através dos resultados do ENADE aplicado nos anos 2005 a 2007. O ensino a distância vem tendo um crescimento muito superior ao ensino presencial e essa tendência, ao que tudo indica, vai se manter e até incrementar, em virtude do bom aproveitamento que os alunos a distância vêm alcançando.
Através da visita a diversos Blogs sobre EAD, de respostas a comentários neles postados e dos dados concretos apresentados pelo MEC, como os resultados do ENADE, após a inclusão dos alunos formados na modalidade a distância, é notório e evidente o crescimento da EAD no Brasil. Essa nova tendência educacional, aliada aos avanços tecnológicos e ao novo estilo de vida da sociedade pós-moderna, leva a crer que, cada vez menos o brasileiro, depois de encarar um longo e árduo dia de trabalho e após enfrentar o trânsito caótico dos grandes centros urbanos, suportará ficar sentado horas numa sala de aula todos os dias da semana para estudar, enquanto conta com a oportunidade de conseguir a sua graduação no conforto do seu lar e junto de sua sua família, com os cursos a distância.
A EAD é uma tendência e uma realidade. Segundo a Professora Teresa, com o universo de cursos à distância, a educação fica mais democrática, com a possibilidade de chegar a pessoas que não teriam chance de outra maneira. Dessa forma, pode ser encarada como uma solução para os brasileiros que se viam excluídos do sonho de conseguir concluir o ensino superior. Para outros, é uma opção, uma escolha entre as diversas formas de ensino, por preferirem a comodidade e as facilidades oferecidas pela EAD, aos sacrifícios e obstáculos a transpor para se chegar às salas de aula presenciais.
A Professora defende, ainda, uma modalidade híbrida e bem estruturada como ideal para o ensino a distância. “Os cursos semipresenciais, com encontros presenciais e parte à distância são uma solução”, diz. Já se encontram, espalhadas pelo Brasil inteiro, inúmeras IES nessa modalidade híbrida de ensino.
Solução ou opção, a EAD ainda vem sendo alvo de muitas críticas. Segundo a Professora Teresa, devido às discussões que ainda gera, a EAD não deve ser tão elogiada nem criticada demais. “Depende de muito conhecimento, muito estudo, muita técnica e muita sensibilidade. Por isso, não se pode satanizar, nem simplificá-la e louvá-la demais".
O fato é que a EAD sozinha, não conseguirá extrair do aluno, ou permitir que ele descubra, o seu máximo potencial, mesmo com o uso de todas as tecnologias disponíveis. É necessário o desenvolvimento de uma pedagogia motivacional. O aluno motivado rende mais, otimiza a aprendizagem, conta com maior foco e, claro, alcança mais sucesso. E esse é um dos objetivos da educação - formar cidadãos responsáveis socialmente e capacitados para o mercado de trabalho.
 
Referências Bibliográficas:
 Cursos a distância ganham mais adeptos. Disponível em: <http://www.educacaoadistancia. blog.br/cursos-a-distancia-ganham-adeptos/>. Acesso em: 14 set. 2011.
 Educação a Distância avança, mas é preciso cuidado na escolha. Jornal Cruzeiro do Sul. Disponível em: <http://www.educacaoadistancia.blog.br/educacao-a-distancia-avanca-mas-e-preciso-cuidado-na-escolha/>. Acesso em: 24 set. 2011.
 MATTAR, João. História da Educação a Distância. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2011.
 


Educação a distância avança, mas é preciso cuidado na escolha

08:47 PM, 24/9/2011 .. 1 comentários .. Link

     O mais recente Censo da Educação Superior realizado pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que, nos últimos dez anos, o número de matriculados em cursos de graduação a distância aumentou em mais de 15.000%. No ano 2000, havia 5.287 inscritos em todo o Brasil. Em 2009, esse número pulou para 838.125, uma trajetória histórica dos números de matrículas na EAD. 

     Apesar da educação a distância (EAD) em cursos de graduação ser um processo relativamente novo no Brasil, o ensinamento à distância é considerado uma modalidade antiga de educação. Para a professora de Educação, Comunicação e Tecnologia do campus Sorocaba da Universidade de São Carlos (Ufscar), Teresa Melo, que estudou o ensino semipresencial para a tese de doutorado em Ciências da Comunicação, as cartas bíblicas do apóstolo São Paulo foram os primeiros registros de educação a distância. “O objetivo das cartas era passar uma mensagem, um ensinamento. Aquilo já era educação a distância”, defende.

     Com o passar dos anos, os mais variados meios para passar as mensagens foram utilizados, desde correios, rádio e televisão. Quando surge a internet e os meios digitais, as oportunidades de cursos à distâncias explodem. “O Instituto Universal Brasileiro sobreviveu tanto tempo e durante décadas formou tantos técnicos sem internet. Hoje ele se adaptou e também usa plataformas digitais.”

     Teresa acredita que, com a internet, a educação a distância muda de status. “Antes, quem fazia não era valorizado. Hoje, as pessoas acham bacana fazer um curso a distância. Mas, embora o ensino a distância seja antigo, os meios de transmiti-lo são novos e mudam o tempo todo. Cada vez que a tecnologia evolui, mudam as possibilidades.” 

     Para a especialista, não se trata de roubar o espaço dos cursos presenciais tradicionais. A educação a distância é uma alternativa e complementa a educação presencial tradicional. “Eu prefiro acreditar que todas as tecnologias digitais venham somar e não substituir”.  

     Devido às discussões que ainda gera, a modalidade de ensino à distância, para Teresa, não deve ser tão elogiada nem criticada demais. “Depende de muito conhecimento, muito estudo, muita técnica e muita sensibilidade. Por isso, não se pode satanizar a EAD e nem simplificar e louvar demais. Ela não é a salvadora da pátria, assim como as tecnologias digitais não são as salvadoras da educação. Elas podem ajudar, mas se eu não pensar como usá-las, não vão adiantar em nada”, finaliza.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul.

Disponível em: <http://www.educacaoadistancia.blog.br/educacao-a-distancia-avanca-mas-e-preciso-cuidado-na-escolha/ >. Acesso em 24 set. 2011.



Cresce a oferta de cursos a distância nas empresas

08:29 PM, 24/9/2011 .. 1 comentários .. Link
 

     De olho em uma capacitação mais dinâmica de seus funcionários, as empresas brasileiras têm investido mais em treinamentos a distância.

     De acordo com o último censo da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), de 2010, divulgado no dia 1º deste mês, 35 empresas que ofertaram cursos corporativos aos funcionários concederam 724 treinamentos não presenciais - 365 para profissionais de nível operacional. Em 2009, 23 companhias deram 561 cursos.

     O número de universidades corporativas que disponibilizam ensino a distância, por sua vez, passou de 35 em 2007 para 99 em 2009.

     “A flexibilidade da educação a distância permite que mais gente seja treinada em menos tempo”, avalia Ivete Palange, consultora da Abed.

     Para empresas e consultores, reduzir custos e agilizar e uniformizar o treinamento são os motivos da alta. “Hoje há uma garotada [nas empresas] que aceita melhor [o treinamento a distância]", frisa Sérgio Mônaco, gerente de treinamento e desenvolvimento do Hay Group Brasil.

     Os números confirmam que essa aceitação da quantidade de participantes dos cursos subiu 71,4% nos últimos três anos, segundo a Abed. O crescimento ainda se explica pelo fato de 19 das 35 empresas consultadas pela associação terem cursos obrigatórios.

     Fonte: classificados.folha.com.br. Acesso em 24 set. 2011.



A diferença entre EAD e Educação Presencial

05:33 PM, 18/9/2011 .. 1 comentários .. Link

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Educação a Distância no Brasil

05:09 PM, 18/9/2011 .. 1 comentários .. Link

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Entrevista do Professor João Mattar à FGV Online sobre o uso de Games apoiando a Educação

09:44 PM, 17/9/2011 .. 1 comentários .. Link

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Ensino a Distância e Presencial = Igualdade

01:44 PM, 14/9/2011 .. 1 comentários .. Link

QnextSZ

     No ano 2000 contávamos no Brasil com apenas 1.682 alunos de graduação, na modalidade do ensino a distância. Em 2005 eram 114 mil e em 2008 chegou-se a 760 mil. A casa do um milhão deve ser ultrapassada neste ano de 2009. Pesquisa (que acaba de ser divulgada) do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC) concluiu: o desempenho dos alunos do ensino a distância, na média geral, é melhor que o dos alunos  presenciais. Comparando-se alunos com os mesmos perfis, as notas alcançadas por eles no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2005, 2006 e 2007 (alunos a distância e presenciais) são praticamente idênticas (O Estado de S. Paulo de 19.07.09, p. A21)

     O preconceito que alguns ainda revelam contra o ensino a distância não encontra correspondência nos dados objetivos analisados (Enade de 2005, 2006 e 2007). O ensino a distância vem tendo crescimento muito superior ao ensino presencial e essa tendência, ao que tudo indica, vai se manter e até incrementar (em virtude do bom aproveitamento que os alunos a distância vêm alcançando). Na última greve dos alunos da USP (esta instituição está se preparando para ingressar na educação a distância), um dos motivos que os alunos (equivocadamente) levantavam foi a suposta “baixa qualidade do ensino a distância”. Na última Resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (n. 45) privilegiou-se o ensino presencial em detrimento do telepresencial. Essa inconstitucionalidade patente, que será declarada em breve, certamente, se deve, claro, à ignorância (ou à má-fé).

     O estudo do Inep, pela primeira vez, analisou e comparou pessoas com o mesmo perfil (idade, gênero, estado civil, cor/raça, escolaridade do pai, se trabalha, se estudou em escola pública no ensino médio, região, se o curso é oferecido em ensino público ou privado etc.). No estudo anterior do Inep havia sido pesquisada somente a média geral dos dois grupos: o aluno do ensino a distância teve melhor desempenho (superou o aluno presencial em 6,7 pontos). Agora, conhecidos os resultados do detalhamento levado a cabo na nova pesquisa (identificação do perfil de cada grupo), a conclusão é que diferença não existe. Ou melhor: existe. É de 0,23 em favor do aluno presencial (o que é absolutamente irrelevante).

     Os alunos dos cursos a distância são mais velhos (trinta anos ou mais, em geral), em sua maioria casados (54,4%), trabalham (65,6%), possuem renda inferior aos alunos presenciais (52,2% ganham até três salários mínimos) e 83,8% deles são filhos de pessoas que cursaram até o ensino fundamental: mas talvez precisamente em virtude de todos esses dados são bastante responsáveis, pragmáticos, mais dedicados e contam com objetivo claro. O ensino a distância exige muita disciplina do aluno. Se de um lado existe certa flexibilidade de horário, sobretudo nas suas tarefas extra-classe, de outro, é certo que se o aluno não se dedica ao estudo fica defasado (e não acompanha o curso). Aliás, essa é uma das causas mais comuns para a desistência do aluno (evasão).

     A melhor e mais proveitosa combinação metodológica até agora desenvolvida (na educação a distância), de acordo com nosso ponto de vista, é a que conjuga o sistema satelitário (aulas telepresenciais ao vivo), com aulas presenciais (dadas por professores-tutores locais) e a internet. Essa tríplice combinação vem tendo uma excelente aceitação pelos alunos e um ótimo aproveitamento no ensino e na aprendizagem. Aí está a pesquisa do Inep para comprovar o bom desempenho do aluno a distância (quando comparado com o aluno presencial).

     Quatro foram os cursos analisados (e comparados): administração, matemática, pedagogia e serviço social. De um modo geral os alunos a distância estão na frente com 6,7 pontos (a mais). Mas essa constatação não se deu exclusivamente no Brasil. Também nos EUA o aproveitamento (e desempenho) do aluno a distância é igual ou melhor que o aluno presencial (cf. Relatório do Departamento de Educação, divulgado em junho de 2009). Os jovens teriam mais facilidade e melhor aproveitamento na utilização das ferramentas online. Mas o uso exclusivo da internet parece não ser uma boa solução. A educação a distância necessita sempre de um professor tutor, que faça o engajamento do aluno no processo de aprendizagem.

     Carlos Eduardo Bielschowsky, Secretário de Educação a Distância do MEC, disse muito bem: “São modelos diferentes de ensino que se aplicam a pessoas diferentes, mas dão o mesmo resultado em qualidade”. Comprovada a efetividade do ensino a distância, o próximo passo que o MEC deveria dar é o seguinte: permitir a difusão dos mestrados profissionalizantes por meio da metodologia descrita: aulas telepresenciais + professor local + internet. Aliás, hoje o MEC já autoriza que 20% de todos os cursos superiores sejam ministrados por via semi-presencial (telepresencial ou por internet). A tendência será aumentar esse percentual, para que possam ser conjugadas as
metodologias referidas (aulas telepresenciais + professor local + internet).

     Em virtude dos avanços das novas tecnologias e do estilo de vida formatado pela era da (pós) modernidade, são poucos os que suportam (durante o curso de graduação) ficar sentados horas e horas numa sala de aula todos os dias úteis da semana. A dificuldade de locomoção também é muito grande (aliás, os gastos com essa locomoção é um dos fatores mais preponderantes na inadimplência dos alunos).

     É preciso extrair do aluno (ou permitir que ele descubra) o seu máximo potencial. Para isso é fundamental, no entanto, não só o uso de todas as tecnologias disponíveis, como, sobretudo, o desenvolvimento de uma pedagogia motivacional. O aluno motivado rende mais, otimiza a aprendizagem, conta com maior foco (e, claro, alcança mais sucesso).

     Fonte: Folha Dirigida. Por Luiz Flávio Gomes - Doutor em Direito Penal



I Seminário Nacional de Tutores

01:35 PM, 14/9/2011 .. 0 comentários .. Link

     Foram divulgados os trabalhos aprovados para o I Seminário Nacional de Tutores de EaD, que será promovido pela ANATED, nos próximos dias 30/09 e 01/10. Ao todo, foram mais de 150 trabalhos desenvolvidos por tutores e pesquisadores e submetidos à comissão avaliadora.

     A expectativa é que 5 mil profissionais e interessados participem online, o que torna o Seminário como sendo o maior evento de EaD do país com atividade síncronas. O sucesso está no engajamento dos apoiadores do evento, em especial, as instituições públicas participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UABs). Ao todo, são mais de 60 instituições apoiadoras, entre Universidades, Centro Universitários, Institutos, Faculdades e Pólos de apoio presencial de todo o país.

     Dentre os vários destaques está a participação do Prof. Dr. Daniel Mill (UFSCar), e que atualmente está realizando o pós-doutorado em Gestão Estratégica na Educação a Distância na Universidade Aberta de Portugal. O tema abordado por ele será “Condições de trabalho dos tutores”.

     A programação completa do I Seminário que conduzirá para a construção democrática da identidade da tutoria no Brasil encontra-se disponível no Blog Educação a Distância.

     Disponível em: http://www.educacaoadistancia.blog.br/i-seminario-nacional-de-tutores/. Acesso em 14 set. 2011.



A Universidade Virtual em 3 Dimensões

01:28 PM, 14/9/2011 .. 0 comentários .. Link

Esta metodologia de ensino à distância, assemelha-se ao ensino presencial, pois o aluno se sentirá em sala de aula.

     A Internet tem representado um dos mais bem sucedidos meios dos benefícios de investimento e do compromisso com a pesquisa e o desenvolvimento de uma infraestrutura para a informação. O computador pessoal cada vez mais rápido tem contribuído para pesquisa e ensino com baixo custo. O avanço da velocidade de processamento gráfico e da memória da placa de vídeo tem aumentado a capacidade de manter mais de cem quadros por segundo, favorecendo a modelagem e o desenvolvimento de jogos com alta definição. A velocidade da rede de computadores tem sido cada vez mais elevada, o que tem auxiliado na concepção da construção (modelagem) de Universidade Virtual em três dimensões. Tudo isto tem contribuído para modelagem dos ambientes virtuais e transmissão de dados em alta velocidade entre ambientes virtuais. A modelagem tridimensional dos sistemas reais quando modelados virtualmente são muito semelhantes entre si.

     A Educação Básica na modalidade de Educação à Distância: De acordo com o Art. 30º do Decreto n.º 5.622/05, “as instituições credenciadas para a oferta de educação a distância poderão solicitar autorização, junto aos órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino, para oferecer os ensinos fundamental e médio a distância, conforme º 4o do art. 32 da Lei no 9.394, de 1996″. Conforme último censo EAD, os programas de MBA e pós-graduação online no Brasil já correspondem a 40% de todos os cursos feitos pela internet oferecidos no país em 2008. Dos 568 novos cursos, 127 são de pós-graduação (22% do total). No fim do ano passado, 490.000 pessoas se matricularam na sala de aula online. De acordo com escritora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, “ambientes digitais de aprendizagem são sistemas computacionais disponíveis na internet, destinados ao suporte de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação”.

     Educação on-line: realizada obrigatoriamente com Internet em papel principal como meio, pode ser utilizada de forma síncrona ou assíncrona. Tem como características mais enfáticas a velocidade na troca de informações, o feedback entre alunos e professores e o grau de interatividade alcançado. O grupo de pesquisa: Automação e Sistemas Integráveis (Gasi) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, do câmpus de Sorocaba, está desenvolvendo pesquisas aplicadas ao melhoramento de ensino a distância com a construção de Universidade Virtual em três dimensões.

     Na prática, a construção de universidade física necessita de alto custo de investimento e manutenção e os métodos tradicionais de ensino oferecem custo muito elevado e até mesmo a falta de tempo para muitos alunos se deslocarem para assistir aulas presenciais. A pesquisa para desenvolvimento da uma Universidade Virtual em três dimensões está sendo realizada utilizando a ferramentas de desenvolvimento de jogo como o software UDK (Unreal Development Kit). A modelagem da Universidade Virtual inclui reitoria, secretárias, departamentos, laboratórios, salas de aulas, professores, alunos, ruas e praças. A renderização dos modelos deve contribuir para o aumento da velocidade dos dados na rede. Assim como nos jogos de computadores, os alunos poderão andar virtualmente na universidade, entrar na sua sala de aula, laboratórios.

     Óculos 3D serão utilizados. Alunos e professores poderão usar roupa com sensores, tornando o ambiente dinâmico, ou seja, todos os movimentos em sala de aula como ficar em pé, andar, entrar e sair da sala poderão ser vistos por todos. Esta metodologia de ensino a distância, assemelha se ao ensino presencial, pois o aluno se sentirá em sala de aula: poderá ouvir, ver e conversar com o professor e colegas. O professor possuirá um quadro digital virtual e as informações serão repassadas para o aluno vaia rede para o quadro virtual. As aulas poderão ter horário predefinidos durante o semestre e todos alunos deverão está na sala de aula virtual neste horário. Ao final da aula, alunos e professores estarão em suas casas: retira-se o óculos e voltam a vida real.

Fonte : Jornal Cruzeiro do Sul



MEC descredencia 198 polos de Ensino a Distância

08:47 AM, 14/9/2011 .. 0 comentários .. Link

     O Ministério da Educação (MEC) descredenciou 198 polos de educação a distância da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) em todo o País. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (08/09/2011) do Diário Oficial da União. A instituição tem até o dia 31 de dezembro para encerrar as atividades nestes polos e transferir todos os alunos para as outras unidades ou para instituições de ensino reconhecidas pelo ministério.

     Segundo a assessoria da Ulbra, o descredenciamento já estava previsto pela universidade e fazia parte de um termo de saneamento de deficiências, assinado pela instituição em 2009. De acordo com a universidade, esses polos não apresentavam estrutura adequada e não eram viáveis economicamente.

     A universidade continua operando com 84 polos de ensino a distância, que, segundo a assessoria, apresentam os padrões de exigência do MEC. Em julho, o ministério havia suspendido o ingresso de novos alunos em cursos a distância, após denúncia de um ex-servidor de que os estudantes eram aprovados sem análise das questões dissertativas das provas.

Entenda o caso:

     Um ex-funcionário da universidade que revelou que, há cerca de um ano, notas estariam sendo inseridas aleatoriamente no sistema sem a devida correção das avaliações. O caso foi parar na Polícia Federal.

     Com base no depoimento do ex-funcionário, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão no setor de ensino à distância da universidade, no dia 8 de julho. Foram recolhidos três malotes de provas. A falta de correção das avaliações estaria resultando em descontrole até na composição das listas de formandos.

     A reportagem da RBS TV e da Rádio Gaúcha teve acesso a um e-mail enviado pela coordenadora de uma escola conveniada à Ulbra, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, pedindo à universidade que excluísse da ata de formatura os nomes de dois alunos. Na mensagem, explica que esses universitários desistiram da faculdade no segundo módulo. Ou seja, estariam se formando sem que sequer estivessem estudando.

     A Ulbra, que possui 90 mil alunos no ensino a distância, garante que o erro já foi corrigido e que os nomes dos alunos foram retirados da lista de formandos. Segundo a universidade, os problemas no EAD começaram na gestão anterior, de Rubem Becker.
 

Disponível em: <http://www.educacaoadistancia.blog.br/mec-descredencia-198-polos-de-ensino-a-distancia>. Acesso em 14 set. 2011.



Cursos a distância ganham mais adeptos

08:38 AM, 14/9/2011 .. 1 comentários .. Link

     Falta de tempo, necessidade de um diploma de curso superior e mensalidades com valores baixos. Esses são os principais motivos pelos quais cada vez mais jovens buscam a educação à distância (EaD), modalidade de ensino que cresce em ritmo acelerado no Brasil. De acordo com o último censo do ensino superior do Ministério da Educação (MEC), o número de matrículas subiu de 40,7 mil matrículas, em 2002, para 838,1 mil em 2009, um aumento de 2.059%.

     Ainda segundo o censo do MEC, o número de cursos à distância oferecidos no país cresceu quase 20 vezes entre 2002 e 2009, saltando de 46 graduações abertas para 844 no mesmo intervalo – um crescimento de 1.834% em sete anos. E esses números devem aumentar. A previsão do MEC é que o Brasil tenha até o final do ano cerca de um milhão de estudantes universitários matriculados em cursos à distância. Segundo o órgão, atualmente o país contabiliza aproximadamente 870 mil estudantes nesta modalidade de ensino. O número total de alunos matriculados será divulgado no Censo da Educação Superior, previsto para ser apresentado ainda este ano.

     Segundo Osiris Mannes Bastos, diretor acadêmico das Faculdades Fael, da Lapa, o crescimento da procura pelo ensino à distância aumentou devido à correria que o dia a dia impõe às pessoas. “Hoje em dia é difícil arrumar tempo para se dedicar aos estudos. Todos têm compromissos profissionais e familiares, enfrentam trânsito e isso contribui para o crescimento do ensino à distância. E essa procura deve aumentar nos próximos anos”, afirma Bastos.

     Para Benhur Etelberto Gaio, diretor acadêmico das instituições de ensino superior do Grupo Uninter, de Curitiba, o modalidade de ensino é inclusiva e por isso cresce a cada dia que passa no Brasil. “Muitas pessoas estão distantes da sua formação profissional, seja em que nível for, por diversas dificuldades de acesso a uma instituição de ensino: longos deslocamentos, horário de trabalho, valor das mensalidades, entre outros”, diz Gaio.

Perfil

     O estudante de EaD tem alguns diferenciais. Ao contrário do curso presencial, é ele quem vai conduzir o próprio estudo, e não o professor. O estudante precisa se organizar e dividir bem o tempo. Dados do censo 2009 da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED) apontam que 53,4% dos alunos de EaD são mulheres e a faixa etária mais presente é a que vai de 30 a 34 anos. “Também é uma modalidade de aprendizagem adequada às pessoas mais experientes e com necessidades de formação para aperfeiçoamento na vida profissional”, ressalta Gaio.

Flexibilidade nos horários atrai alunos

     A possibilidade de poder planejar os horários de estudo, podendo conciliar com compromissos profissionais e familiares ao longo do curso, tem sido o fator principal para que os estudantes procurem o ensino à distância. É o caso do gerente comercial, Nilton Neves, que conclui a pós-graduação em educação na Fael. Ele afirma que a flexibilidade da carga horária do curso pesou no momento da escolha. “Você tem a facilidade de estudar na hora que bem entender e isso é excelente já que você planeja seu tempo de acordo com suas necessidades”, conta.

     O bancário Samuel Tavares, de Varginha, Minas Gerais, segue a mesma linha. Ele se formou Processos Gerenciais pela Facinter e por questão de tempo, optou por um curso à distância. “Consegui um diploma em dois anos, fazendo as aulas quando eu podia, sem nenhuma obrigação de horário. Então, essa questão de tempo influenciou muito na minha escolha”, diz.

     Outro fato abordado pelos dois profissionais é a questão do preço das mensalidades. Ambos pagaram cerca de R$ 200 por mês durante os dois anos de curso. “Se você pesquisar, uma mensalidade de qualquer faculdade ou pós-graduação não custa menos do que 500 reais. Já no EaD não paguei nem a metade disso e ainda planejava meus horários de estudo”, afirma Neves.

Aulas pela internet

     O MEC determina que as instituições de ensino à distância ofereçam polos de apoio educacionais para os cursos de formação superior. Já para os cursos de extensão e pós-graduação, as aulas podem ser todas feitas à distância. Os meios para se assistir as aulas são os mais variados: material impresso distribuído pelo correio, transmissão de rádio ou TV, fitas de áudio ou de vídeo, redes de computadores, sistemas de teleconferência ou videoconferência e até telefone.

Mercado de trabalho aberto

     Ao contrário do que muitos pensam, os profissionais formados através da educação à distância têm boa receptividade do mercado de trabalho. Segundo Osiris Mannes Bastos, das Faculdades Fael, não existe mais uma resistência dos empregadores em dar oportunidade às pessoas oriundas do EaD. “O mercado procura por profissionais realmente qualificados, independente da formação. Além disso, atualmente muito dos empregadores são formados ou já fizeram algum tipo de curso à distância”, relata.

     Benhur Etelberto Gaio, do Grupo Uninter, também afirma que o mercado absorve os profissionais oriundos do EaD e os reconhece como plenamente habilitados, mas acredita ainda haver um pouco de resistência. “Temos setores retrógrados na nossa sociedade e, infelizmente, as resistências estão focadas justamente em alguns conselhos de classe que deveriam ser exatamente os primeiros a apoiar a ensino à distância como oportunidade para pessoas que nunca conseguiriam atingir o ensino superior se dependesse de cursos na modalidade presencial”, diz.

     Para o gerente comercial Nilton Neves, que fez pós-graduação em educação na Fael, o processo de inclusão no mercado de trabalho ocorreu de maneira tranquila. “Comigo não aconteceu nenhum problema e passei na minha primeira entrevista. Acredito que não há mais aquela resistência aos diplomas de EaD. Muito pelo contrário, o mercado está cada vez mais acostumado com esses profissionais”, afirma.

Disponível em: http://www.educacaoadistancia.blog.br/cursos-a-distancia-ganham-adeptos/. Acesso em 14 set. 2011.



Anhanguera-Uniderp - Centro de Educação a Distância

06:56 PM, 13/9/2011 .. 0 comentários .. Link

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Crescimento rápido da EAD no Brasil

06:41 PM, 13/9/2011 .. 0 comentários .. Link

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Educação a distância trilha novos caminhos

01:27 PM, 13/9/2011 .. 0 comentários .. Link

     Mesmo com dificuldades a enfrentar, a educação a distância vai na direção de se firmar como uma certeza pedagógica e não apenas como uma alternativa ao ensino presencial.

     O ano de 2011 é um novo marco na regulação da Educação a Distância (EAD) no Brasil. Em janeiro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou o fim da Secretaria de Ensino a Distância (Seed), há 15 anos a principal instância de regulação e direcionamento da modalidade no país. As possíveis conseqüên­cias da medida ainda são incertas, já que o MEC não se pronunciou oficialmente a respeito. Algo é certo, entretanto: apesar dos obstáculos a serem superados, a educação a distância começa a trilhar um caminho próprio, a sair da sombra e a influenciar o ensino presencial.

     “Vivemos em um mundo onde a tecnologia muda o cenário dos ambientes de aprendizagem”, atesta o coordenador do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Unesp, Klaus Schlünzen Junior.

     O Brasil é o quinto maior país do mundo em conexão com a internet – são 81,3 milhões de usuários, de acordo com pesquisas de mercado. Ou seja, estudar virtualmente será cada vez mais comum.

     O contexto da educação a distância no país – que desde 2003 tem um crescimento de matrículas maior do que o ensino presencial e tem sido usada como uma ferramenta de inclusão no ensino superior  – mostra que a modalidade tem amadurecido e se firmado, inclusive dentro dos cursos presenciais, que podem oferecer 20% dos conteúdos a distância. Entretanto, a definição dos modelos pedagógicos, da regulação e do alcance dos cursos está longe de ser algo simples.

     “A educação a distância é um fenômeno educacional novo, e a democratização da internet é muito recente. Nesse contexto, o Brasil precisa de muito mais para estar adaptado a esse ensino”, avalia Jucimara Röesler, diretora da Unisul Virtual. “Mas o MEC tem buscado a fórmula”, acredita.

    “Vem aí uma geração digital que domina amplamente as tecnologias de informação e educação e que desenvolve, por natureza, o autodidatismo”, acrescenta Jucimara, que comanda sete mil alunos, em 200 cidades no Brasil, na Unisul Virtual.

Fonte: revistaensinosuperior.uol.com.br



Educação a distância facilita acesso de adultos ao ensino

01:24 PM, 13/9/2011 .. 0 comentários .. Link

 
     O número de analfabetos com mais de 15 anos no Brasil passou de 16,63% para 7,3% da população brasileira. Porém, ainda que tenha havido redução, hoje há 13,9 milhões de brasileiros que não sabem ler e escrever, segundo dados do censo 2010 do IBGE. Uma maneira de facilitar a adesão ao ensino é apostar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) a distância, que permite que os estudantes organizem os próprios horários.

     Entre as instituições disponíveis em São Paulo, está o Centro de Ensino a Distância (Cead), que dá aulas online de ensino médio e de segundo ciclo do Ensino Fundamental (a partir da 5ª série). Com foco no EJA, a escola possibilita ao estudante fazer cada série em seis meses. “O aluno estuda de acordo com a documentação que tem. Se fez o primeiro ano, tem só os próximos dois para cursar”, afirma a coordenadora pedagógica do Cead, Virgínia Torres.

     O estudante paga R$ 340 o semestre e cursa uma disciplina por vez. “O aluno administra a própria agenda, mas orientamos para que agrupem os conteúdos por áreas de conhecimento: exatas, humanas e línguas”, afirma Virgínia. A coordenadora conta que a maioria dos alunos chega até a escola para ter uma melhor qualificação dentro do mercado de trabalho.

     A carioca Gabriela Moraes, 35 anos, está aproveitando os benefícios do ensino a distância desde março. Dois anos atrás, tentou estudar o Ensino Médio de maneira tradicional, mas teve seu esforço frustrado. Com uma grande carga horária do trabalho, confeccionando figurinos para escolas de samba e shows, foi reprovada por faltas. “Às vezes, saio do serviço às 17h, mas em outras preciso ficar até a meia-noite. Tenho que estar disponível, então deixei o estudo de lado”, diz.

     Agora, estudando online, Gabriela consegue manter o ritmo. “Tenho acesso à internet em casa e no trabalho. Então posso tirar uma ou duas horas do meu dia para isso”, comemora. A estudante fez o ensino fundamental, mas teve de começar a trabalhar muito cedo para ajudar a família. “À distância eu vou conseguir. Mesmo que eu chegue de madrugada, é possível cumprir as tarefas”, afirma.

     Assim como Gabriela, outras 99 pessoas cursam o Ensino Médio a distância promovido pela parceria entre a Fundação Trompowsky, o Centro de Estudos de Educação a Distância (Cenad) do Colégio Realengo, no Rio de Janeiro, e a editora Maximus. Pessoas com, no mínimo, 18 anos, que tenham o Ensino Fundamental completo e que vivam no estado fluminense podem se inscrever durante todo o ano. O curso, que compila os três anos em apenas um, é organizado com uma disciplina por vez. Assim, a oferta de vagas é constante e, independentemente de quando inicia, o aluno se forma em 12 meses.

     Anália Mol, coordenadora-geral do curso pela Fundação Trompowsky, explica que o caso de Gabriela não é isolado. A maioria dos estudantes que buscou as aulas está há muito tempo sem estudar e busca módulos de educação a distância devido à praticidade e à flexibilidade para estudar. “Aqui, a sua sala de aula está aberta 24 horas por dia. O aluno faz o horário dele”, conta. A mensalidade é de R$ 95,00.

     Os únicos dias presenciais são as datas das provas, ao final de cada disciplina, sempre aos sábados, no Polo de Apoio Presencial escolhido pelo aluno no momento da inscrição. Ao todo, são 11 polos, distribuídos em diversos bairros do município do Rio de Janeiro e em outras cidades do Estado, como Itaguaí, Mesquita, Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti.

     Cada conselho ou secretaria de educação de cada Estado estipula como tratar a questão do ensino médio a distância, credenciando algumas instituições. Assim, apesar de a internet possibilitar que alunos estudem de qualquer lugar do País, o estudante deve buscar escolas locais

Fonte: noticias.terra.com.br



Um pouco da História da Educação a Distância

08:57 PM, 12/9/2011 .. 0 comentários .. Link

   A educação a distância é um recurso de incalculável importância como modo apropriado para atender a grandes contingentes de alunos de forma mais efetiva que outras modalidades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrência da ampliação da clientela atendida.

     A escolha da modalidade da educação a distância, como meio de dotar as instituições educacionais de condições para atender às novas demandas por ensino e treinamento ágil, célere e qualitativamente superior, tem por base a compreensão de que, a partir dos anos sessenta, a educação a distância começou a distinguir­-se como uma modalidade não­-convencional de educação, capaz de atender com grande perspectiva de eficiência, eficácia e qualidade aos anseios de universalização do ensino e, também, como meio apropriado à permanente atualização dos conhecimentos gerados de forma cada mais intensa pela ciência e cultura humana.

     A educação a distância não surgiu no vácuo (Keegan 1991,11), tem uma longa história de experimentações, sucessos e fracassos. Sua origem recente, já longe das cartas de Platão e das epístolas de São Paulo, está nas experiências de educação por correspondência iniciadas no final do século XVIII e com largo desenvolvimento a partir de meados do século XIX (chegando aos dias de hoje a utilizar multimeios que vão desde os impressos a simuladores on­line, em redes de computadores, avançando em direção da comunicação instantânea de dados voz­imagem via satélite ou por cabos de fibra ótica, com aplicação de formas de grande interação entre o aluno e o centro produtor, quer utilizando-se de inteligência artificial-IA, ou mesmo de comunicação instantânea com professores e monitores).

     Do início do século XX, até a Segunda Guerra Mundial, várias experiências foram adotadas desenvolvendo­-se melhor as metodologias aplicadas ao ensino por correspondência que, depois, foram fortemente influenciadas pela introdução de novos meios de comunicação de massa, principalmente o rádio, dando origem a projetos muito importantes, principalmente no meio rural.

     A necessidade de capacitação rápida de recrutas norte­-americanos durante a ll Guerra Mundial faz aparecerem novos métodos (entre eles se destacam as experiências de F. Keller para o ensino da recepção do Código Morse, v. Keller, 1943) que logo serão utilizados, em tempos de paz, para a integração social dos atingidos pela guerra e para o desenvolvimento de capacidades laborais novas nas populações que migram em grande quantidade do campo para as cidades da Europa em reconstrução.

     No Brasil, desde a fundação do Instituto Rádio­ Monitor, em 1939, e depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso (Guaranys; Castro, 1979, 18). Entretanto, em nossa cultura chama a atenção um traço constante nessa área: descontinuidade dos projetos, principalmente os governamentais.

     Entre as primeiras experiências de maior destaque encontra­s-e certamente, a criação do Movimento de Educação de Base ­MEB, cuja preocupação básica era alfabetizar e apoiar os primeiros passos da educação de milhares de jovens e adultos através das "escolas radiofônicas", principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Desde seus primeiros momentos, o MEB distinguiu­s-e pela utilização do rádio e montagem de uma perspectiva de sistema articulado de ensino com as classes populares. Porém, a repressão política que se seguiu ao golpe de 1964 desmantelou o projeto inicial, fazendo com que a proposta e os ideais de educação popular de massa daquela instituição fossem abandonados.

     Mas o verdadeiro salto dá­-se a partir de meados dos anos 60 com a institucionalização de várias ações nos campos da educação secundária e superior, começando pela Europa (França e Inglaterra) e se expandindo aos demais continentes. Walter Perry e Greville Rumble (1987,4) citam as experiências que mais se destacaram. Em nível do ensino secundário: Hermods­NKI Skolen, na Suécia; Radio ECCA, na llhas Canárias; Air Correspondence High School, na Coréia do Sul; Schools of the Air; na Austrália; Telesecundária, no México; e National Extension College, no Reino Unido. Em nível universitário: Open University, no Reino Unido; FernUniversitat, na Alemanha; Indira Gandhi National Open University, na India; Universidade Estatal a Distância, na Costa Rica. As quais podemos acrescentar a Universidade Nacional Aberta, da Venezuela; Universidade Nacional de Educação a Distância, da Espanha; o Sistema de Educação a Distância, da Colômbia; a Universidade de Athabasca, no Canadá; a Universidade para Todos os Homens e as 28 universidades locais por televisão na China Popular, entre muitas outras.

     Atualmente mais de 80 países, nos cinco continentes, adotam a educação a distância em todos os níveis de ensino, em sistemas formais e não­f-ormais de ensino, atendendo a milhões de estudantes. A educação a distância tem sido largamente usada para treinamento e aperfeiçoamento de professores em serviço, como é o caso do México, Tanzânia, Nigéria, Angola e Moçambique. Programas não­-formais de ensino têm sido utilizados em larga escala para adultos nas áreas de saúde, agricultura e previdência social, tanto pela iniciativa privada como pela governamental.

     Hoje é crescente o número de instituições e empresas que desenvolvem programas de treinamento de recursos humanos através da modalidade da educação a distância. Na Alemanha, em que pese reclamações empresariais com respeito ao alto custo da mão­de­obra, o elevado índice de produtividade do trabalho está relacionado diretamente aos investimentos em treinamento e reciclagem. Na Europa, de forma acelerada se investe em educação a distância para o treinamento de pessoal na área financeira, representando o investimento em treinamento maior produtividade e redução de custos na ponta (Nunes, 1992). Nos Estados Unidos, desde de janeiro de 1993, ganha destaque o investimento em formação e treinamento de pessoal, o que item certamente gerado significativo impulso à educação a distância naquele país.

     As experiências brasileiras, governamentais, não­-governamentais e privadas, são muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de técnicos e recursos financeiros nada desprezíveis. Contudo, seus resultados não foram ainda suficientes para gerar um processo de irreversibilidade na aceitação governamental e social da modalidade de educação a distância no Brasil. Os principais motivos disto são a descontinuidade de projetos, a falta de memória administrativa pública brasileira e certo receio em adotar procedimentos rigorosos e científicos de avaliação dos programas e projetos.


FONTE: Revista Educação a Distância n. 4/5, Dez.93-Abr/94. Brasília, Instituto Nacional de Educação a Distância, pp. 7-25.



EAD: Vantagens e Desvantagens

08:28 PM, 4/9/2011 .. 0 comentários .. Link

Uma grande vantagem do ensino à distância através da Internet é que este tipo de ensino pode ser utilizado por um grupo variado de pessoas que dele necessitam: alunos, estudantes universitários, trabalhadores, bem como por aqueles que querem voltar ao trabalho após um período de ausência.

 Um estudante que não pode frequentar a escola, por motivos de doença, tem a oportunidade de acompanhar as aulas em casa e, portanto, não se vê em desvantagem em relação aos seus colegas.

O mesmo acontece com um estudante universitário que passa um semestre ou um ano no exterior: o ensino à distância permite-lhe "assistir" às aulas da sua universidade.

 Os trabalhadores podem aumentar e atualizar os seus conhecimentos específicos no seu local de trabalho. Talvez tenham a oportunidade de obter uma licenciatura sem serem prejudicados pelos horários.

 A "gestão de tempo flexível" é particularmente importante para as mães que pretendam trabalhar no seu antigo emprego após o fim da licença de parto, visto que o mercado de trabalho muitas vezes sofre alterações drásticas num curto espaço de tempo. Estas pessoas têm a oportunidade de aprofundar as suas capacidades profissionais, enquanto os seus filhos estão no infantário, na escola, ou na cama.

Os estudantes que se encontram muito longe de uma universidade, ou pessoas incapacitadas, têm também agora a possibilidade de estudar. Além disso, pessoas de diferentes escalões sociais, culturais e económicos têm a oportunidade de interagir.

 O fato de os cursos se encontrarem disponíveis praticamente em qualquer lugar e durante qualquer período significa que cada vez mais pessoas os podem frequentar.

 Os participantes podem trabalhar de acordo com as suas próprias necessidades e concentrarem-se nos conteúdos que realmente precisam ou que têm que aprender. Deste modo, o processo de aprendizagem é melhorado, enquanto que a motivação e a memória são aperfeiçoados.

 Os computadores utilizados no ensino à distância aumentam a flexibilidade e a interação. Além disso, os custos relativos aos estabelecimentos educacionais permanentemente disponíveis podem ser reduzidos.

 Outra vantagem é o facto de os "oradores convidados" poderem ser integrados sem a necessidade de estarem presentes.

Uma vez que a organização da disciplina, incluindo a interação entre alunos, dispensa a presença de um professor convencional, esta pode ser continuamente acompanhada e aperfeiçoada por outros professores e colaboradores.

 Em comparação com os métodos de estudo convencionais, o ensino à distância requer um elevado grau de maturidade e compromisso por parte dos alunos. A ausência destes prérequisitos poderá ser uma desvantagem.
Às vezes os alunos têm dificuldades em saber quais são os conteúdos importantes. Além disso, muitos deles precisam de ajuda para organizar o seu estudo e os seus horários.

 Deve ter-se em conta que o sucesso de um curso depende do equipamento usado na sua aprendizagem. Se o equipamento for inadequado, o curso pode falhar. Alguns estudantes têm pouco ou nenhum acesso ao equipamento informático necessário, ou não possuem conhecimentos básicos de informática e, por conseguinte, a motivação necessária para trabalhar com sucesso.
Como resultado, alguns estudantes evitam fazer parte destes cursos, ou concentram-se preferencialmente nos seus problemas tecnológicos, em vez de se debruçarem sobre o método de aprendizagem. Na maior parte das vezes, os alunos que possuem um equipamento informático mais avançado têm mais probabilidades de sucesso.

 No que respeita ao relacionamento entre os estudantes, deve ter-se em atenção que o ensino à distância não inclui a motivação e a competição que resultam do contacto entre alunos. O mesmo acontece com a interação aluno-professor.

 Os cursos disponíveis não são suficientemente flexíveis, uma vez que não incluem os imprevistos da disciplina, dificuldades na compreensão e reação dos alunos. A espontaneidade deixa de existir.

 O ensino à distância oferece ao professor um novo desafio: o seu método de ensino deve ir ao encontro das necessidades e expectativas dos vários participantes. O professor deverá também fazer um esforço para compreender as capacidades e necessidades dos estudantes, sem o contacto pessoal e a experiência directa de trabalho com os participantes do curso.

 Disponível em: http://www.fask.uni-mainz.de/user/kiraly/Portugues/gruppe3/vonach.html



EAD: A Educação do Século XXI

08:47 PM, 31/8/2011 .. 2 comentários .. Link

Artigo: "EAD: A EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI1"

1Erika Carolline Justino, Jurema Tussi Cunha e Marilza Helena Candi Cunha

RESUMO
Esta pesquisa direciona-se à área da Educação, mais especificamente na Educação a Distância (EAD), e tem como objetivo de estudo apontar seu surgimento bem como os profissionais que nela atuam, pois com as constantes atualizações dos profissionais no mercado, mudanças rápidas no sistema tecnológico de ensino estão ocorrendo. Entretanto os indivíduos estão buscando oportunidades educacionais com boa qualidade e acessibilidade, e a Educação à distância veio para suprir essas necessidades, uma vez que essa modalidade de ensino permite a flexibilidade no horário do aluno gerando assim uma autonomia educacional do mesmo, diferenciando-o do aluno do ensino presencial, fazendo assim com que ele se torne o aluno do século XXI.


Palavras-Chave: educação a distância; mudança; modernidade; tecnologia; acessibilidade.

Artigo disponível em: sare.unianhanguera.edu.br/index.php/anudo/article/viewFile/2809/1118



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