12/5/2013 - MENINA NINA [PARA SUELI E NINA]
Primavera já se veste, luz decoram Coralinas.
Anunciam os ciprestes, galhos abrem as cortinas.
E o céu, cai no pincel, as muralhas repintadas.
As pipas num carretel, nas tardes ensolaradas.
Uma haste desprendida, uma cor que vira flor.
Acenando, alô á vida, bendizendo ao amor.
A menina perseverante esbanja seu encanto.
E a vida doravante, de sorrisos, fez o pranto.
Que nunca deixou o sonho, apenas foi adiado.
Nos versos que componho, amor foi á cor dado.
Uma história para contar, um brinde á vitória.
Apenas para ensinar, que invencível é a glória!
Quando sabedoria aponta, de dentro para avisar.
Mãe e filha, o mal afronta, na ciranda do olhar.
Menina que pequenina, amparada como flor.
Mãe de pedra turmalina, nas mãos do “Escultor”
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2/5/2013 - DOLOS
Abro minhas janelas e tudo clareia.
Mediante tua presença arrebatadora.
Uma afinidade percorre-me as veias.
E pelos poros r, emoção esmagadora.
Escondo-me, em palavras exatas.
Ferrenhamente, protejo-me de ti...
Das desculpas, sempre as cordatas.
Porém, quando te vejo, já esqueci.
Todas as promessas que me faço.
Em juras que nunca consigo cumprir.
E do dolo de teu abraço...
Faço um paraíso, a me redimir.
Grácil, intenso, e estranho amor...
A ruína, que levanta irredutível.
Como se fosse um espinho sem flor.
Ou taça de vinho, já extinguível.
Brindado aos trancos...
Existido sem o mínimo atentado.
Que em olhares de menino, francos.
Apagam teus dolos, por mim perdoados.
Um amor segmentado e fiel.
O cão que vigia, ao lado do dono.
Linha desfiada de um carretel.
Folha perdida em tarde de outono.
Um horizonte ocre e poente.
Do dia que dorme, nos braços da noite.
A desculpa mais pura e inocente.
O mais cruel e desalmado açoite.
Assim, meu coração me quer...
Condena-me,e bota de castigo.
Sem entender, sou essa mulher.
Eternamente nesse sonho antigo.
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16/4/2013 - VENCEDOR [SONETO]
Ás vezes, o discernimento é um contraste.
Veiculando livre dentre o certo e o errado...
Tamanha verdade prende numa haste.
Que verga sob muito conceito pesado.
Entender as regras simples do coração.
Nem sempre, capacita ou se faz possível.
Briga ferrenha, distingue razão e emoção.
O coração é sempre vencedor imbatível.
Jamais então, questionamento, certo, errado.
Apenas ama, o que lhe desperta tal amor.
Que sempre se encontra onde foi colocado.
A lhe brindar de incalculável valor.
Deste modo, te amo, disto te assevero.
Amar me aloca no plano mais sincero.
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7/4/2013 - TUAS PÁGINAS
Como dia, que dorme na esquina.
Aos meus olhos, desfila na calçada.
Que emoldura meu céu em madrugada.
Que se esconde no musgo da retina.
Tão ligeiras, e também me tocam rente.
Astutas que se escondem num valor...
Ocres desenhos das nuances do amor.
Que chega e se aconchega displicente.
Mirei estrelas, revi as páginas inteiras.
Onde se incorporaram emoções...
Livres desertas! Levitando sensações.
Clareiam nuvens, que correm ligeiras.
Tuas mãos leves,a desenhar palavra eterna.
A poesia que em mim,faz toda diferença.
A lei de amanhecer, da vida e sua crença.
Comigo nasceu, mas que em ti emberna.
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6/4/2013 - TEU MELHOR ALIADO
Desejo-te somente, aquilo que te falta.
Aquilo que ás vezes vai embora no labor.
Uma leva de amigos,uma emoção em alta.
Ascendendo uma lareira aspergindo vapor.
Desejo-te que faças a ti sempre o melhor.
Que escrevas tua história em letreiros.
Visíveis e brilhantes ao teu redor...
Dos teus últimos sonhos, como primeiros.
Desejo-te o tempo, teu melhor aliado.
Trazendo-te sabedoria e muita paz.
Também teu corpo seja renovado...
Pela inteligência que em tua alma jaz.
Desejo te risos com alegria e satisfação.
Vindos de teu sucesso, também dos amigos.
Que isso tudo, amplie teu coração...
Para levar o mundo do bem contigo.
Desejo-te muita pretensão sincera.
Sede de justiça, melhores nascentes.
Quando a sinceridade impera...
Tens na vida as melhores vertentes.
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4/4/2013 - BEIJO ESCRITO
A cor do fato, que só o coração sabe...
E em silêncio, flexioná-la também.
Importar a essência, e ao que nela cabe.
Quem dilatar o amor, felicidade tem...
As canções, sons perdidos, que crêem.
Virem de um cerne repleto de saudade.
Em silêncio as estrelam se vêem.
E descolam-se livres pela entidade.
Quando a chuva extrai flores...
Dos brotos que se esticam devagar.
Assim, para abranger os amores.
Reinventados para brotar...
Temporada que prende e solta.
Tanta ocorrência, num letreiro escrito.
E a mão apertando quem vai, quem volta.
Do abstrato concreto, ao infinito...
Um abraço enviado na voz.
Um beijo escrito de recordação.
Um bordado encurtando o retrós.
A destemida descomplicação...
A rua que corta outras paragens.
O sol veste de ausência noitinha.
Do pensamento a astuta viagem.
Como agulha,que seguida pela linha.
A emoção que salva e abriga.
Entre belezas do bem e seu recado.
A esperança nova que irriga.
Aquele andamento tão esperado.
Os fadários que reluzem paz.
Abordam em rotação, o mundo inteiro.
Tal qual barulho que a saudade faz.
Mudando o tom de cada janeiro.
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3/4/2013 - PERGUNTAS DIFERENTES
A virtude sempre, em condições inegáveis.
Quando, para ela se abrolha, se vive...
Consternações até, porém, findáveis.
Num plano íntegro, de percalços em declive.
Amar sempre é mais que a acomodação.
Que delineando um contexto complicado.
Entretanto, cai sempre na melhor mão.
E convida a constituir o seu legado.
Amor, que sempre,como pedra angular.
Conclusão recorrente e única que se faz.
Sentido único das vidas a se conjugar.
Abrindo e fechando ciclos, de harmonia e paz.
Constante interpelação ao novo que vem.
Contemplando o mais lentamente...
Todas os melindres que essas belezas têm.
Cerca em tantas perguntas diferentes.
Do presente, que mais agora, faz viver.
Na plenitude dos dias, mais bem pintados.
Com as cores desse novo alvorecer...
E no âmago dos sonhos, os recomeçados.
E no rosto, um inusitado sorriso...
Mais seguro em terna beleza, então.
Amanheceres, nas tardes desse paraíso.
Que dia após dia, veste o coração.
E dentre estes, uma nova estação.
Nas tardes outonais, que celebrando.
A mão amiga, a mais fiel condição.
E uma inovação estelar se postando.
Nuances e fulgor das esperanças.
Que penetram a alma, enlaçando.
E de todas as antigas lembranças...
Inovação em plenitude, recomeçando.
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2/4/2013 - PRODIGIOSO
Sombra impressa das nuvens silenciosas.
Que abona campos, cidades, e fontes...
Em sustenidos trinais, em aveludadas rosas.
Recurvo denso e intrigante, dos horizontes.
De todos os aforismos, ás distâncias.
Pois que em grandeza se estende...
Cavando lagos, esparzindo fragrâncias.
Galho, que em frutos adocicados, pende.
Naquele que faz serenar as campinas.
Emudecendo as vozes ante o letargo.
Sonho em constelação de turmalinas.
Via de caminho suntuoso e largo.
Aquele que me fortalece me tem.
Em adágio prodigioso e bem quisto.
Céu aberto exibição do além.
Promessa opulenta do admirável e misto.
Vento que desnuda os brocados.
Lapidagem contínua da concepção.
Arredondamentos justos e arrematados.
Luzes voláteis pousando na mão.
Alocução arrecadada no desejo...
Nos términos do amor sublime.
Bem que se solta em pleno ensejo.
Cauteloso termo, que o dolo redime.
As estrelas que se postam no olhar.
Em vivificante e recorrente adoração.
Declinados límpidos do verbo amar.
Soletrados em expansão...
O sono abençoado que renova.
A noite que convida para sonhar.
A sutileza angelical versando trova.
Admirável e estonteante cochilar.
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1/4/2013 - RETRO
No passado, quando olhava o horizonte.
Tinha a impressão do um encontro redondo.
E meu coração, trazia venosa fonte...
Dentro da saudade, essa imagem compondo.
Será,penso eu,frutos da imaginação...
Que ultrapassada, tem medo de se mostrar.
Ou,apenas um condutor em contra mão.
Dizendo adeus,eu vim para ficar...
O que é possível a todos,para mim,não.
Onde é que me reconheço,ou me deparo?
Que me caiba,um passo nessa evolução.
Lá no passado,no presente,nesse amor tão raro.
E o atrevimento, veste meu sentimento.
Cobre-me com tamanho disfarce, pois é...
Como um gene perdido no distanciamento.
Que perpassa o sangue,revira a luz da fé.
Em cores azuis, em lucidez tão alienada.
Que sigo, sem me perguntar por mim.
Onde me perdi,em que curva da estrada?
Só o horizonte, ainda se mostra para mim.
Atenta ao que fui tão perecível parece.
A concepção tosca do saber tudo...
Apenas, sabe tudo, quem em vida fenece.
Portanto, sou pequena, não me iludo.
Com as cores, que ás vezes, artificiais.
Vestem corpos, delineados edifícios.
Selva petrificada entre seus matagais.
Que se escondem em coloridos artifícios.
E voltando ao amor, a razão real...
Aquela que vivifica qualquer apreço.
E, toco de leve, olho o retro sinal...
Antigo e inesquecível endereço
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29/3/2013 - Á VIDA EM LIBERDADE
Senhor Jesus, nosso irmão, nosso salvador.
Sois a glória infinita, o mundo da redenção.
De nossos limites humanos, sois ampliador.
Em nossas recorrentes fraquezas, compreensão.
Obrigada Jesus, pois, infinitamente viestes.
A cumprir vossa missão, pelo Pai designada.
Incompreendido, sortearam até vossas vestes.
Porém jubiloso, sobre a morte triunfaste...
E desse triunfo, fizestes nos herdeiros.
Nos tomastes, por irmãos, filhos abastados.
De vosso bem, nossos passos primeiros...
De uma vida plena, pelo bem e seu legado.
Divino Jesus! Sois a presença da luz.
Que desce dos montes, e que clareia...
A humanidade que em vós se conduz.
Da paz imensa, que na fé se permeia.
A morte do pecado que levastes.
Á vida plena do bem, que então renasceu.
Foi pela perfeição, que ressuscitastes.
E pela virtude, que convosco, o bem venceu.
Nós vos agradecemos Jesus Cristo.
Pois, que em imagem e semelhança, viestes.
Ser humano, especial e bem quisto...
Em inteligência e sabedoria, fizestes.
Então vos bendizemos sempre mais.
Na fé que ascende em nosso coração.
Curando o corpo e a alma, perpassais.
A cada ser que vos pede proteção.
Louvado sois Senhor da vida...
Em verdade, em amparo, em formosura.
A morte da alma pela cruz banida.
Á vida em liberdade,de toda criatura.
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24/3/2013 - SÓ EU
O que fizestes com meu coração?
Que te guardou, tão solenemente.
E dentro dele colocaste solidão.
Que hoje, triste, sem amor se sente.
Não foi ele capaz de nutrir em ti.
A felicidade que tanto procuras.
E devagarzinho, saíste nem vi...
Que apenas me deixaste amarguras.
E, no coração um vazio imenso.
Na mente a descrença de amar.
Foste tão frio, que ainda penso.
Ter me jogado no frio polar.
E quem me dera, se eu pudesse.
Bravamente, conseguir relutar.
Induzir o amor, como uma prece.
Que traz estrelas, no brilho do olhar.
Agora te confesso sem medo.
Tudo mais, pois que senti.
Dentro de vastos e pequenos enredos.
Apagar uma beleza, que só eu vivi.
Mas teu coração é livremente.
Indecifrável e fechado para o amor.
Que muda de rumo tão de repente.
Cerca de espinho,essa lança de dor.
Que constrói castelos nas areias.
Frias e desertas dessa promessa.
Acena bruxuleante como candeias.
Em julgamento de uma ré confessa.
Abre uma fenda de dor nas profundezas.
Cobre de saudade as recordações.
Desfere um rosário de tristezas.
Nas biografias dessas desilusões.
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24/3/2013 - JEITO[SONETO]
Brancas ondas que espalham lençóis.
Que contundem minhas alvas areias.
Saudade, águas que em caracóis.
Sangue que perpassa largas veias.
Ocaso adunco desse extremoso
Paisagens lívidas que misturam.
As águas mansas num céu vaporoso.
Vozes desses sonhos, que se apuram.
Quando a lua, na estação parada.
De teu tempo, para se esconder.
Volta depois, em poesia rimada.
Pesar tolo, que não sei viver.
Dentro de uma história contada.
Remenda o velho jeito de ser.
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16/3/2013 - DEVOLUÇÃO[SONETO]
Devolvo agora, o sinistro do breve.
Para que vás alegremente, talvez.
E de mim, bem pouca lembrança leve...
Pois grandes estragos meu limite fez.
Entrego-te a chave mestra da vida.
E com ela novas portas, tu abrirás.
Ao sofrimento, não existe partida.
Apenas a libertação do que estás.
Preso por uma obrigação inconsciente.
Do que não precisas para viver.
Mas, para a segurança inexistente.
Melhores receitas em como viver
Folhearão liberdade recorrente.
Traz no tempo seu eterno parecer.
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31/1/2013 - TERNURA E BELEZA[PARA AMIGA ROSANA]
Se tivéssemos consciência do verdadeiro.
De quanto nossa vida passa ligeiro.
Faríamos de tudo para agradar.
E flores aos amigos, sempre mandar.
Flores são para serem apreciadas.
Tornar pessoas felizes sentirem-se amadas.
Elas resumem ternura e beleza.
E de quem as manda, delicadeza.
Mesmo virtuais, são maravilhosas!
Orquídeas, cravos, jasmim e rosas.
As flores abraçam a alma devagar.
Fazem sorrir, encerram amar...
Mande flores em vida a quem ama.
São elos perfeitos, perfumadas chama.
Amigos são flores ambulantes.
Flores os tocam em instantes.
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30/1/2013 - AMIGOS[INSPIRAÇÃO-ARI DIRCEU]
Ás vezes em que dialogamos, sim eu queria;
Alguém para que dividisse comigo a vida,
Evidente que encontro casual não seria.
Muito difícil encontrar a pretendida.
Na minha faixa etária, se busca real valor.
Estarão cuidando de algo, e nada mais querem.
Nessa faixa etária só mesmo por amor...
Necessária companhia, que os dois conferem.
Á ti pelas escritas, fiz meu julgamento.
Quis conhecê-la, muito de tua pessoa gostei...
Histórias passadas, nenhum estremecimento.
Depois, refleti, e diferente pensei.
Numa companhia que fosse eternamente.
Mulher como tu, mas prefiro me retirar...
Amigo teu eu sou, respeito-te intensamente.
Mas,jamais a mulher, que terei paz para amar.
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29/1/2013 - AMOR SEM ROSTO
O amor, a contrição, e meu coração.
Que me faz pender sob tal encanto...
Que me pesa em tanta emoção.
Que me leva a sonhar...Amor santo.
Essa névoa serena que me ensina.
Prever uma lembrança do passado.
Atordoada ainda, porém fascina...
Aquele rosto, no amor sonhado.
Quando te vi,meu amor sem rosto.
De imediato as estrelas pousaram.
No meu olhar que em chispas posto.
Teus olhos risonhos me fascinaram.
Seguindo o rumo, sem direção certa.
Contando histórias, francas, tão antigas.
Uma emoção de palavras espertas.
E um rosto nasceu em minhas cantigas.
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27/1/2013 - POEMAS PRIMEIROS
Aprendi que a poesia era natural.
E que ser poeta, era ser muito bom.
Aprendi as rimas em meu quintal.
Nas cores do som, nos timbres do som.
E porque minha terra tem palmeiras.
Assim como ele sempre dizia...
Exilado em labores a vida inteira.
Sem ao menos reclamar um só dia.
A dura infância, ele contava.
Nunca deu tréguas para brinquedos.
E muito cedo já se levantava...
Transformando em trabalho os folguedos.
Assim, passou a ser meu pai querido.
Pela vida dura sem perceber...
Depois de um dia, outro nascido.
Poemas primeiros para aprender.
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25/1/2013 - AMBÍGUA CONDIÇÃO
Importante na vida é a felicidade .
Seja ela advinda de qualquer pessoa.
Não importa julgamentos sem piedade.
Tolos pensamentos,tão a toa.
Sendo a beleza relativa,então.
Em se tratando de alguém que ama.
O tempo faz da beleza ilusão.
Ela fica ou vai,ambígua condição.
Felicidade abstração compactada.
Num abraço,num aperto de mão.
Uma florzinha toda amassada.
Um desenho,uma canção.
Um passeio pela rua á noitinha.
Um assunto que desliza harmônico.
Uma imagem que passa bem retinha.
Um assoviar distraído e sinfônico.
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25/1/2013 - AMOR DE AMIZADE
Os dias desfilam, acenam devagar.
Como sol no topo da cidade, nasce e cresce.
Eu te vejo na rua, solitário a caminhar...
Uma estrela no céu, na noite, tão só aparece.
Meu pensamento te faz, assim como quero.
Então, me atenho a essa emoção.
Tuas palavras no silêncio, eu as venero.
Defino-te, como as linhas em minha mão.
A fidelidade, a construção mais acertada.
Tu me trazes tão livre, tu me soltas devagar.
Tua imagem sincera, tudo sendo nada.
Dias se completam, noites fazem lembrar.
Tão sobressalente, sinto que preciso.
No tempo alguma coisa, real e pura.
O coração, mas da razão, também preciso.
Em pétalas de rosas, ou pedra dura.
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25/1/2013 - SÃO PAULO
Mãe Terra, cidade exemplo, sua missão.
Abre os braços, abre todos os canais.
Acolhe, alimenta sonhos, toca o coração.
Comprime numa emoção, que pede mais.
Marca quem cresce, quem anda...
Apaixonam-se perdidamente, pela felicidade.
Estreitamentos, correrias, e nessa demanda.
Estado e condição, de um amor de cidade.
São Paulo da Paulista, da pluralidade.
Das ruas adornadas, de todas as cores.
Da fumaça apagada, pela cumplicidade.
Paulistanos, nortistas, baianos, nos típicos sabores.
São Paulo, do sonho vivo, da realidade saciada.
Da poesia que passeia solta, que ainda acalanta.
A cidade que se ama, a se fazer por todos amada.
Quem a conhece, perdidamente se encanta.
São Paulo do amor, leal e verdadeiro.
Das noites, das luzes que adquirem emoção.
Das pessoas de bem, brasileiros, e estrangeiros.
Nasceu feliz cidade, para crescer dessa fusão.
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25/1/2013 - TERRA COR DE SANGUE [SONETO]
O sol causticante, porém caloroso.
Lembra-me daquelas tardes requentadas.
Como num dia anterior laborioso.
O ponteiro de acordar na madrugada.
No tempo recordação ou evasão, talvez.
Mas tinha na liberdade doces encantos.
Tão parecida, na juventude se fez.
Distraidamente, distraindo os prantos.
Terra cor de sangue, cor bem acentuada.
O sol não menos colorido também.
Embernava linda canção,da entoada.
Que hoje, longínquas palavras convém.
Vindo de uma visão pura, mas entalhada.
Logo um sentimento desperta, porém.
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22/1/2013 - E AGORA
Agora que o mundo parou amor.
Justo agora, te vejo diferente.
Quero te dizer coisas, porém, não impor.
Entendo e me rendo, assim, especialmente.
Justo agora,nem sei como chegar.
E dizer-te coisas que nem imaginas.
Eu que te vejo saindo depois voltar.
Eu que toda hora cruzo contigo na esquina.
E agora, com tanto tempo que tive.
No entanto, pouca coragem para assumir.
Sou aquele coração solitário que vive.
De esperança de um dia, ser mais que isso, vir.
E os teus olhos passeiam pelas ruas.
Parece que me encontra, mas não vê.
Há tempo moro dessas imagens tuas.
Que me deixa na calçada, a tua mercê
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16/1/2013 - EM CADA CORAÇÃO
A poesia chega ao ápice no Natal, pois.
Deus é criança, simbolizando recomeço;
As luzes milenares, juntando agora, antes e depois.
Do bem, que na felicidade, tem o endereço...
Onde as sementes plantadas já brotaram.
E devolverão o mesmo espécime do plantio.
Os anjos, em glória a Deus louvaram.
Jesus presente, e tuas atitudes, já pressentiu.
As maneiras de Nossa Senhora, então.
Revelam e norteiam, reproduzir a humanidade.
Umas rezas mais puras, amigas, falada com a mão.
Que espalham estrelas, pelas ruas, pela cidade.
Feliz Natal que comumente assinalou
Querendo pulsar o ano todo em cada coração.
Todos os dias, uma verdade te convidou.
A se libertar, e pôr a vida, em comunhão.
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31/12/2012 - EM GRANDE ESTILO
A claridade morna da alma como astros.
Confunde-se com um brilho estelar...
Sobretudo, estrelas são para perpetuar.
Quando passa, deixa, fundos rastros.
Elas convidam, insistem, palavras juntar.
Quantas e quão francas, de emoção rara.
Alegoria das imagens, melodia que dispara.
Pousando livre, assim como, estrelas no ar.
Uma contundência benéfica que até dói...
Como leve beliscão, ao despertar do sonho.
Tem gosto vitória, e delas, eu componho.
Ascendente beleza, nenhum tempo corrói.
Alegrias e felicidades, benfazejas surgiram.
Inteligências atentas, aos cernes das vidas.
Eternamente, em grande estilo envolvidas.
Ontem, e sempre, docemente me inspiram.
Guerreiras sim, mas que sempre buscarão.
Palavras e atitudes românticas, ao seu redor.
E como flor regada, sempre desabrocha melhor.
No romantismo, segredo e chave do coração.
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13/12/2012 - NESSE CORAÇÃO
A imagem que guardo no pensamento.
Certamente, não envelhece jamais.
Uma contrição perfeita, um reconhecimento.
Dentro dos genes, dizendo algo mais.
O teu coração, tão sincero, na busca.
Verdade em fortes pilastras, edificada.
A eterna beleza, em que nada ofusca.
Uma vida feliz e bem desenhada.
A rápida resposta, ao dia que nasce.
O sorriso companheiro, que sabe bem.
Do caminho certo, da virtude, a linda face.
E apenas esta, é que te tem...
Nascem rios de palavras improvisadas, porém.
Tem nas atitudes, a melhor oração.
Farta e abundante, é a felicidade que te tem.
E tu a guarda tranqüilo,nesse coração.
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Sobre Mim
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